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OPINIÃO

A ciência e o sonho

O medicamento pode reduzir a demanda pelos serviços de saúde, porque controla o contágio do HIV

Redação

Por Redação

15/01/2026 - 1:23 h

Duas injeções de um medicamento chamado sunlenca por ano e o vírus da imunodeficiência humana, o HIV, terá reduzido o risco de transmissão. A aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é uma vitória da ciência – mais uma, a melhorar a saúde das pessoas.

Vale lembrar o contexto histórico de uma doença invicta, quando surgiu, desidratando e desnutrindo corpos saudáveis até a morte, quando já se está quase irreconhecível. De 1983, quando o mal foi detectado, até hoje, a aids, enfermidade causada pelo HIV, interrompeu um sem-número de vidas.

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Com mais esta boa invenção, vai desmanchando seu antigo perfil devastador a doença capaz de levar Michel Foucault, Anthony Perkins e Freddie Mercury; e no Brasil, Henfil, Betinho, Cazuza, Renato Russo, Sandra Bréa... Aliado importante na prevenção, o produto chega em momento de marcha reduzida nos esforços para contenção da doença.

Tanto é justo afirmar a relevância da vacina ao verificar-se a persistência do quadro de novas pessoas infectadas. O medicamento, oficialmente nomeado lenacapavir, pode reduzir a demanda pelos serviços de saúde, porque controla o contágio, portanto com menos gente precisando de atendimento emergencial.

100% confiável, o efeito das doses ao ano é indicado a partir da adolescência. Recomendada em artigos científicos, um dos meios pelos quais a ciência constrói seus cânones, a injeção teve sua consagração confirmada nos elogios pronunciados no decorrer do programa da 5ª conferência internacional da aids, em Munique.

Na fase de testes, o êxito ficou de tal forma evidente a ponto de ter sido encerrada antes do previsto, pois não houve necessidade de verificar experimentos específicos. O desafio está lançado pelo fabricante: quem fizer uso da vacina preventiva deve testar negativo para aids, antes das aplicações.

O acesso equitativo – leia-se países da economia periférica – poderia incentivar a distribuição de vacinas com o objetivo de erradicar a doença no mundo. Um sonho possível, se depender da ciência.

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