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EDITORIAL

A vez do chorinho

Confira o Editorial do Jornal A TARDE

Editorial
Por Editorial
Imagem ilustrativa da imagem A vez do chorinho
Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE

Ao reconhecer o gênero musical “chorinho” como patrimônio cultural do país, o Estado brasileiro abre um portal de oportunidades para os compositores ganharem espaço no cenário dominado por ritmos nem sempre melodiosos.

A pluralidade ganha força, como conceito a ser mais valorizado pela cidadania, graças à inclusão, sem nenhum favor, pois trata-se de uma arte atraente, mesmo para quem tem outras preferências, em meio a fartura de opções.

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A outorga provocou a emoção dos músicos, ampliando a expectativa de levarem a admirável manifestação cultural para o ambiente das escolas, oferecendo à juventude a opção pela harmonia, mais agradável à audição.

O “choro” é capaz de fundir uma imediata adesão dos ouvidos aos acordes, graças aos instrumentos de corda, mas também prolonga os afetos resultantes dos sons saídos do sopro, em mistura beirando à perfeição de Apolo.

Entre cavaquinhos, bandolins, flautas, sax, clarineta, pandeiro e violões de seis e sete cordas, os chorões estão em aperfeiçoamento constante desde 1870, quando se tem o primeiro registro de um grupo com a proposta sui generis.

Caracterizado pela potência de unir a coletividade, atualizando amizades e viabilizando novos contatos, os chorões encontram-se geralmente em locais de comunidades populares, ganhando perfil apropriado a botecos e gafieiras.

Outro aspecto inseparável das rodas de apreciadores da deliciosa cadência é o fato de não ser exigida necessariamente a virtuose, acolhendo-se também nos grupos aquelas e aqueles em contexto de aprendizado, sem preconceito.

O apoio oficial pode aumentar esta presença junto às audiências, pois a ideia é a de promover políticas públicas com intenção de preservar o bem cultural, incluindo editais para promoção de encontros e formação de novos chorões.

Seria temer errar citar o maior representante desta escola musical, no entanto, pode-se levar em alta conta, sem dúvida, a expectativa em torno de um maior número de adeptos, após mais esta feliz iniciativa de gestores das multiculturas brasileiras.

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Tags

chorinho Diversidade Inclusão manifestação cultural música patrimônio cultural

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