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Carnaval, memória e verdade

Confira o editorial desta segunda-feira, 20

Redação
Por Redação
Público parou para conferir mostra no Festival Universo Spanta
Público parou para conferir mostra no Festival Universo Spanta - Foto: Kelvin Klay | Ag. A TARDE

Proteger a memória implica salvaguardar os fatos com fidedignidade, resgatando-se a raiz da infinita árvore do conhecimento, a “a-létheia” (do grego para o português, “não-esquecimento”, sinônimo de verdade), como se pode comprovar, evitando falsa modéstia, na prestação de serviço do Centro de Documentação (Cedoc) de A TARDE, ao municiar o Festival Universo Spanta com imagens históricas e aspectos confiáveis do Carnaval da Bahia.

A iniciativa aumenta de importância quando se dimensiona a multiplicação da política de cuidados com o acervo, em momento adverso no qual a mentira pode ser “viralizada”, referindo a disseminação de conteúdos falsos pela internet, cabendo ao grupo comunicacional decano a vocação de liderança do Bem, ilustrada em reportagem publicada na edição de hoje, dando conta dos shows de artistas baianos e da exposição “75 anos do Trio Elétrico – A Nossa Música é Movimento”, reunindo 28 imagens do acervo centenário.

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Como toda projeção, não se pode agora cravar, sem sombra de dúvida, o alcance do trabalho, mas é possível apostar na virtude de contribuir para o contínuo reinventar da grandiosa mistura de culturas, resultante na “explosão” criativa, com as peculiaridades de participação popular única e autêntica, em uma das maiores, senão a principal festa de rua do mundo, com o acréscimo positivo do desenvolvimento de condições seguras para o convívio dos “foliões”, inspirados pela alegria.

A homenagem, materializada na mostra organizada pelos cariocas na Marina da Glória, repercute em âmbito nacional e no exterior, considerando o Rio de Janeiro a caixa de ressonância das linguagens artísticas, destacando agora a curadoria impregnada de memórias e verdades, em união siamesa, ao transmitir o patrimônio de sete décadas e meia de herança da pândega nascida da descontração do populacho, barrado no acesso a salões fechados para encontros comedidos.

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