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OPINIÃO

Crime de agressão

Confira o editorial do jornal A TARDE desta segunda-feira, 5

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Donald Trump, presidente dos EUA
Donald Trump, presidente dos EUA - Foto: Daniel Torok/Official White House

Invadir país soberano e sequestrar chefe de estado é crime. Seja qual for o motivo, mesmo alegando relações suspeitas com narcotráfico. Está na Carta da Organização dos Estados Americanos (OEA).

No entanto, os Estados Unidos atacam a Venezuela para levar seu presidente Nicolás Maduro, acusado de ditador.

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Em nome de suposta defesa da democracia, retomam seu histórico inclinado ao bangue-bangue, atualizando sua potência militar em novos dias de ira na América Latina.

Trata-se de uma vontade incontida de obter petróleo. E mais: uma vontade assumida em realizar a rapina, destacando o uso da arma acima do direito internacional. Donald Trump não mediu palavras ao afirmar a intenção de tomar a maior reserva do mundo de combustível fóssil.

Tenta ganhar sob todos os prismas, em sua bem-sucedida investida contra uma nação de pouco arsenal.

Lustra o presidente dos EUA sua estrela de xerife do mundo; fortalece sua ideologia, a pretexto de combater o tráfico de cocaína; disfarça seu ódio em falso amor à democracia; e envia mensagem para futuras empreitadas, como já anunciou, a anexação da Groenlândia e do Canadá.

Vive o mundo, portanto, angústia semelhante a experimentada nas anexações da Alemanha nazista, pois se não há resistência, os EUA podem invadir outros territórios.

O ataque das aeronaves, resultando na detenção do presidente venezuelano, evidenciou, uma vez mais, as cisões da comunidade internacional. Em um hipotético tabuleiro, Donald Trump anuncia o xeque-mate aos princípios de diplomacia.

Lideranças ocidentais, como as da União Europeia e mesmo países aliados dos EUA, expressam suas ressalvas sem serem levadas em consideração.

A América Latina expõe suas veias abertas, dividindo-se em blocos de apoio, e de denúncia do absurdo, destacando-se Colômbia e Brasil, tendo o presidente Lula assinalado o impedimento do atacante inaceitável.

Rússia, China, Irã e Coreia do Norte reagem, enquanto Donald Trump segue seu ritmo bélico, insensível aos apelos por uma paz mundial cada dia mais distante.

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América-Latina crise diplomática Jornal A TARDE

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