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EDITORIAL

Diferenças, nada mais

Confira editorial do Jornal A TARDE deste domingo

Editorial
Por Editorial
SALVADOR 

AÇÕES DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO MARCAM O MÊS DE ABRIL EM SHOPPING 
Uma série de ações marcam o Dia Mundial de Conscientização do Autismo no Shopping Salvador. Durante 3 sábados, a partir de 5/04, o SAC Salvador Shopping vai receber pessoas com diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) para a Hora Azul, um atendimento exclusivo a este público. Durante três sábados de abril, em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, o SAC Salvador Shopping abre de 9h às 10h, para o serviço gratuito da primeira via da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) somente ao público TEA. Já no Espaço Acolher (piso L1), durante o horário de funcionamento do shopping, até 25 de abril, os visitantes conferem a sala de acolhimento e participam da distribuição gratuita de cordões de identificação para o público, mediante apresentação de laudo médico. A ação é promovida pelo Clínica Believe e oferta atendimento com psicólogos. Neste sábado, tem também a Hora Silenciosa, de 9h às 10ha, além de outros serviços. 

Na foto:entrada do sac. 

Foto: Denisse Salazar/Ag. ATARDE 
Data:05/04/2025
SALVADOR AÇÕES DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO MARCAM O MÊS DE ABRIL EM SHOPPING Uma série de ações marcam o Dia Mundial de Conscientização do Autismo no Shopping Salvador. Durante 3 sábados, a partir de 5/04, o SAC Salvador Shopping vai receber pessoas com diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) para a Hora Azul, um atendimento exclusivo a este público. Durante três sábados de abril, em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, o SAC Salvador Shopping abre de 9h às 10h, para o serviço gratuito da primeira via da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) somente ao público TEA. Já no Espaço Acolher (piso L1), durante o horário de funcionamento do shopping, até 25 de abril, os visitantes conferem a sala de acolhimento e participam da distribuição gratuita de cordões de identificação para o público, mediante apresentação de laudo médico. A ação é promovida pelo Clínica Believe e oferta atendimento com psicólogos. Neste sábado, tem também a Hora Silenciosa, de 9h às 10ha, além de outros serviços. Na foto:entrada do sac. Foto: Denisse Salazar/Ag. ATARDE Data:05/04/2025 - Foto: Denisse Salazar / Ag. A TARDE

Monumentos azulados; ações em shoppings; atendimento diferenciado no SAC; e o amor incondicional em cada lar onde habita uma pessoa com capacidade de perceber o mundo de um viés tão único quanto autêntico.

Espalha-se em campanha nacional o apelo para quem queira colocar-se no lugar de quem está no espectro autista, em exclusividade de empatia, revelando ser impossível substituir os afetos por máquinas virtuais.

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O tema do Abril Azul deste ano doa este mesmo sentido no enunciado: “Informação gera empatia, empatia gera respeito”, atrelando a importância de conhecer como requisito necessário ao acolhimento.

Aplicado pleno rigor à tentativa de definição do “autismo”, é por força admitir a inequívoca atribuição de cada consciência ativa, por ser idêntica apenas a si mesma, na condição universal das diferenças de percepção.

Este pressuposto é o flagrante perfeito na dogmática perspectiva de atribuir ideias de uma suposta “inferioridade” às condições do organismo e sistema nervoso capazes de ampliar a profundidade das distinções.

A sensação de comunicar-se sob ruídos e os hábitos peculiares de comportamento são os efeitos percebidos pelos autoproclamados “normais”, impondo a rotina de cuidados para transcender o contexto.

Assim como cada indivíduo tem seu desenho de impressão digital, cada pessoa “autista” apresenta sua variação a solicitar tipo muito próprio de relacionamento com o mundo e suas devotadas cuidadoras e cuidadores.

Embora o Brasil tenha legislações específicas, como a Lei Berenice Piana (Lei Federal nº 12.764/2012), que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), são vários os desafios que ainda permanecem, sobretudo em relação à efetivação desses direitos.

Os investimentos em pesquisa científica são justificáveis, por conta da análise qualitativa dos gráficos de crescimento do número registrado em todas as faixas etárias, e das mulheres em todos os estratos. A precisão de dados, em censo específico, poderá melhorar as oportunidades de aprimoramento da Política Nacional visando a inclusão de quem precisa de apoio.

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