Editorial - A clava forte da democracia

Publicado sexta-feira, 29 de julho de 2022 às 05:00 h | Atualizado em 28/07/2022, 23:21 | Autor: Da Redação
O extremo de chegar o país a lançar mão do documento em defesa da livre expressão seria sinal do máximo 
de instabilidade
O extremo de chegar o país a lançar mão do documento em defesa da livre expressão seria sinal do máximo de instabilidade -

Erguem a clava forte da justiça as filhas e os filhos do Brasil comprometidos com o convívio saudável do Estado Democrático e de Direito, ao assinarem, mais de 300 mil voluntários da pátria, a carta de princípios em respeito às instituições.

O extremo de chegar o país a lançar mão do documento em defesa da livre expressão seria sinal do máximo de instabilidade, agravado por terrorismo de bandidos digitais visando desestabilizar a lista.

Parlamentares, dirigentes, lideranças sindicais e estudantis, artistas de renome comprometidos com a resistência ao golpismo, unem-se em coro afinado, incluindo entidades como a Federação Brasileira dos Bancos.

Traduzido para língua inglesa, a fim de ampliar vozes contra o inimigo torto, o texto redigido em tom de vigília cívica pede a adesão de toda a cidadania saudável visando evitar repetir tenebrosos erros.

Chega em boa hora a oportunidade de congregação em barricada simbólica pela Constituição Federal, duramente atacada, assim como o sistema eleitoral, por quem primeiro deveria defendê-lo, o presidente da República.

Agindo como herdeiro de equidna e tifão, o chefe do Executivo aposta na dissensão plena e na balbúrdia, em desarmonia com um mundo atônito pela falta de limites. Ele sequer tem a bênção dos Estados Unidos, cuja reputação não é das melhores, em razão da atuação da CIA – a “Gestapo americana” – na articulação de repudiáveis golpes desde o Irã em 1953, dois deles no Brasil.

A intentona – mais uma – não deveria ampliar a coleção originada em 1889, na tomada do poder; 1930, com o tenentismo; 1937, no Estado Novo; 1964, quando sequestro, censura e tortura campearam; e 2016, no lar do Parlamento.

Não só o efeito de deter a tática maligna teria a iniciativa da carta de princípios da Universidade de São Paulo (USP), inspirando, em ato futuro, o justo julgamento e devida punição de quem se acha acima das leis, ao inibir tentativas violentas de rasgar a Carta Magna.

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