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19/08/2023 às 5:15 • Atualizada em 21/08/2023 às 21:38 - há XX semanas | Autor: Editorial

EDITORIAL

Editorial - Covardia inominável

Confira o editorial do Grupo A TARDE deste sábado

Maria Bernadete Pacífico é a nova vítima da violência religiosa, fundiária e racial
Maria Bernadete Pacífico é a nova vítima da violência religiosa, fundiária e racial -

Assassinada a tiros de revólver, dentro de sua casa na comunidade Pitanga dos Palmares, município de Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador, Maria Bernadete Pacífico é a nova vítima da violência religiosa, fundiária e racial.

O horror de 12 projéteis em comandos desferidos à queima-roupa desfiguraram o rosto da líder quilombola, atingindo um país capturado pelo discurso de ódio. O sobrenome da avó assassinada, quando cuidava de três netos, contrasta com a proposta belicosa de quadrilhas em plena atividade, a empreender crimes de mando.

Prontamente denunciou o martírio como mais uma ação contra os credos de matriz africana a ministra Anielle Franco, irmã da vereadora Marielle, também abatida, em escalada incessante de terror e aflição. Seguiram a toada de indignação autoridades da estatura moral do presidente Lula, do governador Jerônimo Rodrigues, além de Silvio Almeida e Margareth Menezes.

Além de ter levantado as multidões ancestralmente oprimidas, em mutirão de justiça, ao atuar como secretária de Promoção da Igualdade Racial em Simões Filho, a ialorixá (mãe de santo) esteve a defender as suas e os seus junto ao Supremo Tribunal Federal.

Os executores não guardaram qualquer cerimônia, ao contrário, a ação demonstra terem escolhido mesmo atacar o local sagrado para calar aquela capaz de resistir, com sua voz e seus voduns, às pressões contra a comunidade local.

A hipótese de uma sequência de derramamento de sangue afrodescendente sai fortalecida por ter sido a senhora morta seis anos após o filho, Flávio Gabriel, conhecido por Binho, outro lutador pelos direitos, em perseguição inominável, o que levou a mãe a uma jornada incansável pela apuração do crime.

É imprescindível que governos e polícias atuem a fim de evitar a impunidade das covardias, ou o Brasil seguirá chorando por pessoas indefesas diante da estupidez de pistolas de todo calibre.

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