EDITORIAL
Editorial - Crimes de guerra
Confira o editorial do Grupo A TARDE


O horror do conflito Palestina x Israel converge necessariamente para o viés humanitário, acima dos argumentos de um lado ou de outro, pois trata-se de ajudar as vítimas, enquanto os senhores da guerra acalmam suas fúrias.
As manifestações urgentes das Nações Unidas seguem nesta única direção de interromper o impulso dos dois países beligerantes, embora a geopolítica aponte para sentido contrário, dada a proximidade física dos rivais em conflito. Para amenizar a dor e o sofrimento de ambos os povos, forçados a uma vizinhança involuntária, pela divisão insensata de territórios, é preciso verificar se há disposição para cada qual ceder em suas convicções de alta letalidade.
O efeito do convívio impossível em região explosiva se percebe no relatório da Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre a ocupação da Palestina e seu entorno judeu, ou o contrário, a depender do ponto de vista.
Atacar civis é uma violação grave e não se pode tergiversar quando este crime deliberado tem como motivo o desejo incontido de vingança, sabendo-se a diferença desta mórbida inclinação em relação à virtude primordial de justiça.
Não se pode pedir condescendência para as ações do grupo Hamas, embora seus membros queiram queixar-se da agressão constante dos israelenses dotados de arsenal superior, além do controle inclemente de suprimentos.
Enquanto a situação na Faixa de Gaza segue descontrolada, os países precisam encontrar meios de enviar ajuda, não apenas material, mas também simbólica, na forma de diplomacia a fim de recuperar o equilíbrio perdido.
O fornecimento de água, alimentos, energia elétrica e combustível às comunidades atingidas é estratégia de emergência pois quem não morre sob os bombardeios está ameaçado por falta de víveres sob as cortinas de fumaça.
O episódio pede não apenas o socorro imediato, mas principalmente emite alerta, uma vez mais, para a necessidade de uma solução razoável, pois não há qualquer dúvida da importância de apartar as duas nações litigantes.