OPINIÃO
Editorial - Tempo de calor humano
O período de baixas temperaturas revela-se como uma boa oportunidade de incentivar a busca de formas de engajamento em campanhas de arrecadação dos agasalhos, com o objetivo de multiplicar esta prática de ajudar a quem precisa. Não são poucas as famílias em contexto de dificuldade nas nossas periferias de grandes e pequenas cidades.
Faltando pouco mais de um mês para o inverno começar no Hemisfério Sul, os dias de frio já se anunciam nesta segunda metade de maio, indicando a possibilidade de desconforto térmico crescente para a maioria da população carente de condições materiais.
Não bastasse a ameaça no mercúrio dos termômetros, os meteorologistas anteveem a chegada de um ciclone, trazendo chuva e vento forte ao Estado esta semana, deixando em alerta máximo os gestores públicos da área de defesa civil e as famílias em situação de vulnerabilidade.
As roupas apropriadas para a proteção do corpo, caso confirmem-se as previsões, além de cobertores felpudos o suficiente a fim de evitar sensação adversa, ocasionam um bem-estar corpóreo, contribuindo para afastar resfriados e dificultar a aquisição indesejada de vírus e infecções.
Municípios de todas as regiões têm reforçado o pedido por solidariedade e apelam por doações às campanhas do agasalho, em tentativa de inversão do egoísmo inato à experiência humana, tendo como agravante os padrões de sociabilidade baseados na desmesura de competição exacerbada.
Na hipótese de enfrentarmos um mundo, no qual inevitavelmente o nascimento vem seguido de doença, velhice e morte, o clima desafia as pessoas a desenvolverem a compaixão, sentimento raro quando se trata do convívio humano.
Para ajudar, basta exercitar a empatia (colocar-se no lugar do outro) e procurar instituições filantrópicas e órgãos voltados para a assistência social a fim de levar a doação, alegrando-se o autor da oferta com a simples perspectiva de ter contribuído, com o cuidado de livrar-se de alguma vaidade pelo ato caridoso, pois perderia todo o sentido das doações.
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