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Editorial - Uma joia de cultura e beleza

Publicado sábado, 25 de setembro de 2021 às 06:00 h | Atualizado em 24/09/2021, 23:22 | Autor: Da Redação
Cidade da Música foi inaugurada em casarão revitalizado | Foto: Uendel Galter | Ag. A TARDE
Cidade da Música foi inaugurada em casarão revitalizado | Foto: Uendel Galter | Ag. A TARDE -
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Ganhou Salvador presente compatível com as melhores tradições de polo cultural, tendo nutrido durante séculos o perfil de centro de difusão das artes no hemisfério sul, por onde passavam, obrigatoriamente, as rotas das caravelas, tornando o intercâmbio uma rotina.

Souberam com mestria os gestores municipais driblar, numa só finta, duas barreiras, ao concederem ao antes abandonado casarão de azulejos azuis, destino digno de seu aspecto colossal e comodidade.

A sensação de dupla vitória pode ser assim compreendida: condenada a escombro, a edificação foi recuperada e salva, ao tempo de servir de sede para o grandioso projeto Museu Cidade da Música, honrando outorga de título conferido pelas Nações Unidas.

O engenho de tal estratégia precisa ser louvado como incentivo para novas boas ideias, com o objetivo de fortalecer tanto a cultura, quanto a economia, pois rebrilha a bela joia em área de visitação por turistas e nativos.

Na vizinhança do Elevador Lacerda e Mercado Modelo, cabe narrar outro tento para a primeira capital, uma vez situar-se o patrimônio em área de declínio do movimento financeiro, o bairro portuário do Comércio, carente de empreendimentos deste jaez para reabilitar-se.

Não bastassem tantos augúrios de boa sorte da equipe de trabalho responsável pela ação, faltaria registrar a importância dos músicos, tidos como portadores da excelsa linguagem artística, representativa da pura vontade imanente, acima e além de toda ilusão.

Como se jorrando um manancial, seria incompleta a alegria, sem citar a relevância de o local guardar a memória musical, sem a qual torna-se difícil cultivar o hábito de preservar verdades componentes de perfil identitário do município, atualizado como uma “soterópolis contemporânea”.

Teria sido o primeiro “mouseion”, a casa das musas, guardiães das lembranças, agora revigoradas graças ao equipamento dotado das belezas e tecnologias digitais em espaço agradável como alternativa para festas de rua e motivo de justo orgulho de toda a cidadania.

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