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OPINIÃO

Gênero e poder

Confira o Editorial desta terça-feira, 10

Redação

Por Redação

10/03/2026 - 6:32 h

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Registro de Lídice no primeiro dia como prefeita de Salvador
Registro de Lídice no primeiro dia como prefeita de Salvador -

Aumentar o espaço da mulher na política é um dos principais desafios da cidadania, no sentido de reduzir privilégios até hoje reservados aos homens. O combate a mais este efeito danoso do patriarcado tem o protagonismo de grupos comprometidos em melhorar o desempenho da gestão pública no país.

Ocorre, no entanto, a resistência conservadora baseada em falácias, supostas fragilidades atribuídas à mulher, em descompasso com a lida do poder. Assim, as próprias eleitoras, mesmo sendo maioria, não conseguem acreditar nas candidatas porque são convencidas a aceitar a condição de subalternidade.

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O mecanismo capaz de disseminar tal baixa estima chama-se ideologia, reproduzida diuturnamente pela repetição incessante de argumentos visando a obediência. Libertar-se deste cativeiro mental requer participação das universidades, dos movimentos sociais e das forças do bem em geral, pois todos saem ganhando com a contribuição das mulheres.

Rápido passeio pela linha do tempo pode levar a encontrar referências escassas, porém positivas, de como as mulheres unidas são capazes de administrar. Exemplo emblemático é o da chapa As três marias – Lídice, Salete e Beth -, ao derrotar a oligarquia local na eleição para aprefeitura de Salvador, em 1990. A vitória da primeira prefeita – e até hoje, única – não prosperou diante do enfrentamento de poderosa estrutura machista, com traços de coronelismo

Antes, no ano de 1935, há o exemplo de Laurentina Pugas Tavares, primeira vereadora da capital baiana, em uma Câmara até hoje sob domínio varonil. Cenário igualmente inóspito é o do poder judiciário, no qual apenas Silvia Zarif e Cynthia Resende chegaram ao topo da hierarquia na corte mais longeva das Américas.

Na Assembleia Legislativa, somente agora Ivana Bastos lidera o parlamento de maioria masculina; e sete candidatas tentaram sem êxito a eleição para governadoras. Histórico similar segue em escala nacional: Dilma Rousseff é a grata exceção na presidência da República – todavia destituída em golpe de homens brancos.

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