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OPINIÃO

Intolerância à fome

Confira o editorial do jornal A TARDE desta quarta-feira

Redação

Por Redação

11/02/2026 - 4:15 h

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Imagem ilustrativa da imagem Intolerância à fome
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A campanha Carnaval sem Fome 2026 favorece o combate à chaga social da má distribuição, utilizando-se a premissa do viés lúdico, em alta durante a folia. Trata-se de uma estratégia inteligente de deslocamento simbólico, resultando por estimular a escolha por ser solidário, algo muito sério em plena brincadeira.

A ideia é unir a brincância adulta intensa – Homo Ludens –, à sabedoria de vencer a vergonha da falta de comida em país líder no agro – Homo Sapiens. Com fome não se brinca é a bandeira proposta com respaldo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

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Já vislumbrando a edição número 20, no Carnaval de 2027, a campanha tem como meta ampliar a arrecadação de mil e 300 toneladas de alimento. O recorde a ser batido é o de 200 mil famílias, alcançando 700 mil pessoas, em situação de raiar o dia sem saberem se terão café da manhã, almoço e janta.

Prioridade de Lula desde sua primeira gestão, esta garantia do alimento tem patrocínio da Caixa e do governo federal, quase atingindo a dimensão do belo. Porque chega a ser bonito, e não apenas competente ou moralmente válido, o desempenho de uma gestão composta por servidores a enfrentar a escassez.

Recupera a Caixa a memória de sua razão primeira, ajudar os escravizados a comprar cartas de alforria, agora contribuindo para que seus descendentes se alimentem. São 100 pontos de coleta de alimentos espalhados pela capital baiana até o dia 28. A campanha tem como inspirador Herbert de Souza, o saudoso Betinho, ao criar em 1993 o Ação da Cidadania, tendo como objetivo socorrer os famélicos.

Eis tudo: a face mais cruel da desigualdade social está no prato vazio, no entanto, para combater a própria desigualdade, é preciso mínimo de nutrição. A crescente intolerância à fome pode levar o Brasil a tornar-se um país melhor.

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Tags:

carnaval Carnaval sem Fome governo federal

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