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OPINIÃO

Mal-estar na inciviilidade

Confira o Editorial desta segunda

Redação
Por Redação
Imagem ilustrativa da imagem Mal-estar na inciviilidade
Foto: Agência Pará

Hoje é Dia de Sao Pedro, boa razão para o espocar de fogos de artifício para quem os aprecia, com o acréscimo do jogo da Seleção Brasileiro pela Copa do Mundo. Tudo estaria tranquilo não fosse a necessidade de considerar cidadãs e cidadãos para os quais a tranquilidade e o controle dos decibéis são valores prevalecentes.

Como as pessoas são potencialmente conflituosas porque constroem projeções de existir distintas uma das outras, o respeito é a chance de reduzir divergências. Nos bairros, a fiscalização pode servir de equilíbrio para evitar excessos, notadamente em períodos noturnos nos quais a probabilidade de sono é maior que a de vigília.

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Um exemplo inspirador para ser multiplicado foi noticiado por A TARDE, com a detenção de dois suspeitos da prática ilegal de transtornos. As prisões, ocorridas no bairro da Paz, servem de referência, pois quando falha a educação e o bom senso, é preciso servir-se da lei e do aparato repressor das forças do Estado.

Os policiais militares lavraram o flagrante perfeito de um duelo no qual sairiam vencidos os tímpanos de moradores indefesos, pois a audição não escolhe quais os sons a assimilar. A materialidade do crime deu-se com a apreensão de rojões e artefatos “12 tiros”, prontos para servirem de “arma” de prática viciosa, infelizmente disseminada.

Assim como registrado no bairro onde a paz deveria prevalecer, em vários outros pontos de Salvador, as explosões estão descontroladas produzindo prejuízos. A escalada dos biltres apreciadores dos estrondos avança para ganhar um perfil de banalidade em condomínios residenciais, atropelando-se o melhor convívio.

População grisalha, crianças, puérperas e enfermos, além dos animais de estimação, não deveriam sofrer em contraste com a pirotecnia dos adeptos. Como agravante, em ano eleitoral, sob vistas grossas de quem deveria punir, pré-candidatos antecipam-se aos prazos de propaganda, patrocinando a pândega.

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