EDITORIAL
Moderação e cautela
Confira o editorial de hoje
Por Redação

Das virtudes primordiais capazes de conduzir ao Sumo Bem (deus), a moderação ocupa posição estratégica, em hipotético “barema” para medição dos acertos do governo brasileiro ao lidar com as novas tarifas.
É a vez de a diplomacia ganhar pontos com o diálogo, ao trocarem razões a dois os chanceleres, visando mitigar efeitos do “tarifaço”, imposto com pompa e circunstância pelo irritadiço Donald Trump.
Ao ter vazada sua meta econômica, resta ao Brasil dar nova saída, agindo com redobrada cautela, ao reforçar a defesa com outro consagrado “back”, o equilíbrio ou meio-termo: entre a covardia e a valentia, está a coragem.
Embora a união verificada no Congresso, entre parlamentares de antagônicos campos ideológicos, possa ser saudada como alvíssara, o país não deve buscar retaliar agora.
Seria agir por impulso, aplicar lei semelhante ao pioneiro código de Hamurábi – dente por dente –, criado há 40 séculos; antes, é sensato conversar, pois só gestores imaturos desprezam o poderio adversário.
A prudência estratégica está longe de certificar ter o Brasíl “pipocado” na dura dividida; foi o presidente Lul Lula quem reafirmou, em bom som, seu compromisso com a soberania verde-amarela.
Mas, atenção: Washington não é fraco, justificando acusar a dor do golpe abaixo da linha da cintura, os exportadores brasileiros, no hipotético ringue mundial, no qual a superpotência pode ter dado tiro no próprio pé.
As porcentagens distribuídas até em uma ilha habitada apenas por pinguins bateram forte na indústria nacional de máquinas e equipamentos, embora o país tenha caído no grupo de taxação mais branda.
Os 10% implicam menor ranhura, no entanto, o setor perderá competitividade em relação aos concorrentes estadunidenses, protegidos com a “tábua” exibida pelo chefe de Estado travestido de “messias” da economia.
Toda atenção será pouca em contexto de incertezas, pois países como China, Japão, Coreia do Sul e nações europeias vão buscar novos mercados e podem esforçar-se para furtar clientes do portfólio brasileiro.
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