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EDITORIAL

O diálogo e a força

Editorial de A TARDE desta segunda-feira, 19

Redação

Por Redação

19/01/2026 - 2:31 h
Imagem ilustrativa da imagem O diálogo e a força
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O contraste agudo entre o diálogo e a idiotia voltou a aflorar de notícias plenamente antagônicas, tendo como pautas ocorrências simultâneas no sábado, dia 17.

O diálogo, troca de argumentos visando ao entendimento entre duas ou mais consciências, conduz o acordo comercial entre 27 países da União Europeia e o Mercosul – Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

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A idiotia, do original grego para o português, algo próximo da expressão aquele que fala sozinho, tem seu lugar nas ameaças de Donald Trump, agora obcecado por anexar a Groenlândia.

Transcendem, portanto, a dimensão econômica uma e outra posição frente ao mundo. Numa perspectiva política, enquanto o acordo Europa-América do Sul reescreve o contrato social do século XVIII e o atualiza, os Estados Unidos insistem em reativar fundamentos da desigualdade entre as nações.

Numa perspectiva moral, instalada na individualidade de cada pessoa, verifica-se no protagonismo de Lula e Ursula von der Leyen a boa vontade típica de quem segue o intencionalismo: o objetivo é praticar a justiça, orgânica ao livre comércio.

Já os urros do presidente estadunidense o colocam lado a lado com animais não-humanos, habitantes de úmidos grotões, nos quais a força de quem tem garras mais afiadas substitui todo e qualquer valor moral.

Deslocando o cenário para o campo da ética – discussão coletiva e comportamental – não se precisa VAR para mostrar a Trump o cartão vermelho direto, em uma hipotética decisão pelas riquezas e posicionamento estratégico da Groenlândia.

Como agravante, ele acabou de cometer, para além de imoralidade ou frontal agressão à ética, um clamoroso crime internacional, ao sequestrar Nicolás Maduro e admitir o furto do petróleo venezuelano.

Esta cena de imperialismo clássico faz dos Estados Unidos copiadores dos cruéis corsários, aqueles cuja bandeira preta tinha uma caveira como única e escassa exposição de motivos para a guerra contra todo e qualquer navio.

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