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O estaleiro está de volta

Confira o editorial do jornal A TARDE desta segunda-feira, 29

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Estaleiro Enseada de Paraguaçu, no Recôncavo
Estaleiro Enseada de Paraguaçu, no Recôncavo - Foto: Carla Ornelas/ GOVBA

A retomada das atividades de construção naval do Estaleiro Enseada de Paraguaçu, no Recôncavo Baiano, vem sendo saudada com entusiasmo devido a sua importância como referência para o restante do país.

Um dos que se manifestaram foi o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, liderança qualificada da luta para conseguir os recursos necessários na reativação do equipamento.

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São R$ 2,97 bilhões de investimentos liberados pelo Fundo da Marinha Mercante, conforme anunciado pelo Ministério dos Portos e Aeroportos, merecendo todos os aplausos. A construção de seis navios para atuar em vazamentos de óleo, além da geração de 3 mil empregos diretos e indiretos, representam cuidado com o meio ambiente e maior aproveitamento revertendo em ganhos para o Brasil.

A reativação da engenharia de petróleo e gás é a mais recente demonstração de o quanto está certo quem segue a máxima de as ações libertadoras originarem-se da organização da cidadania.

Foi preciso articular frentes parlamentares, ampliando-se a admiração pelo trabalho, por tratar-se de Congresso de perfil predominantemente conservador, unindo a mobilização dos federados à estratégia política.

Influenciaram decisivamente no resultado positivo as reuniões promovidas pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o chamado “Conselhão”, ligado à Presidência da República.

O estaleiro, com capacidade para construir sondas e plataformas, além de embarcações, cria a expectativa de remuneração compatível com o alcance do trabalho proposto, implicando vitória da classe trabalhadora.

Cotejadas as fatias destinadas a 14 projetos em seis estados, a Bahia terá mais recursos destinados para os navios e outras seis “barcaças”, em inversões passando da metade do montante dos recursos federais. Por todas as projeções, atualizando o sucesso do passado e a potência do tempo presente, não resta dúvida de novos êxitos nos 400 mil metros quadrados de infraestrutura do “Canteiro de São Roque”, no Paraguaçu.

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