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OPINIÃO

O lar antirracista

Editorial de A TARDE deste domingo, 18

Redação

Por Redação

18/01/2026 - 1:26 h
Casa da Igualdade Racial
Casa da Igualdade Racial -

Quanto mais recursos para combater o racismo, melhor para os padrões civilizatórios. A Casa da Igualdade Racial, no Pelourinho, é o novo reforço nesta campanha da cidadania engajada, unida aos poderes públicos estadual e federal.

Já há ordenamento jurídico suficiente, desde leis municipais até a Constituição, para vigiar e punir os racistas. No entanto, mesmo Salvador tendo uma delegacia especializada, não se criou o hábito de prender os criminosos.

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Enquanto não se consegue tampar o jarro de Pandora, o mal da discriminação permanece fazendo seus estragos no convívio cotidiano. A Casa de combate ao racismo, como mostrado em reportagem de manchete d’A TARDE, é mais uma peça neste tabuleiro, jogando pelas pretas.

Foi a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, quem anunciou a inauguração – o mês de março está ainda a confirmar. Será mais um ponto de convergência, como foram um dia os quilombos para a organização do povo preto escravizado. O lar antirracista, comparável, no sentido da resistência, a um quilombo contemporâneo, vai botar para dentro quem aparecer na porta por caso de preconceito.

A Bahia foi mais ligeira, desta vez, ao fornecer um modelo de funcionamento de um órgão com proposta bem similar ao planejado pela equipe de Anielle. Trata-se do Centro de Resistência Nelson Mandela, ponto de encontro de quem tem intolerância a racista.

O endereço vem sendo cuidado pela equipe de Ângela Magalhães, secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais da Bahia. As duas perspectivas, a federal e a estadual, projetam um mesmo objetivo, o da redução das desigualdades sociais agravadas por uma questão de epiderme, mais conhecida por racismo de classe.

O método de adaptação implica incentivar o empreendedorismo preto, uma tática de ajuste dos efeitos da exploração ancestral corrigidos pela aprendizagem de como ganhar dinheiro tendo clientes de todas as cores. Preservado o modelo econômico, criam-se meios de incluir os afrodescendentes nas disputas comerciais.

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