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Plano de sobrevivência

Confira o editorial do jornal A TARDE, desta sexta-feira, 3

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Por Opinião
Imagem ilustrativa da imagem Plano de sobrevivência
Foto: Fernando Frazão | Agência Brasil

Entre as fontes de ansiedade, o enfrentamento da natureza vem ganhando de sobeja das duas outras: a própria degradação corpórea devido à velhice e as incompreensões do convívio humano. As mudanças climáticas produzem este novo cenário, merecendo organização proporcional, como se vê na ampliação da Força Nacional do SUS.

O objetivo do Ministério da Saúde é o de responder a emergências de qualquer parte do país no máximo em 12 horas, visando salvar vidas e proteger patrimônios. A adaptação implica saber distinguir, sem hesitação:

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A angústia: gerada na decisão pessoal para agir;
O medo: sentimento relacionado a algo externo e fora de controle.

Com as estratégias, a ideia é reduzir a angústia, porque a Força Nacional terá opções de escape, como também o medo, pois aumentam as chances de defesa. A medida acrescenta o mérito político da conscientização, ao derrotar versões negacionistas, segundo as quais proteger a cidadania seria “alarmismo”.

A realidade se impõe demasiado inclemente: eventos extremos deixaram de ser exceção como notícias e passaram a fazer parte do cotidiano nacional. Secas prolongadas, enchentes, deslizamentos, queimadas e ondas de calor cada vez mais intensas têm provocado impacto direto de doenças na população brasileira.

Diante desse cenário, recupera-se o provérbio milenar: “premeditatio malorum”, sugerindo a vantagem de quem antevê um mal a ponto de criar meios de vencê-lo. Seria reduzir a capacidade de inteligência seguir uma tática ineficiente de agir apenas depois das ocorrências, remontando a uma das primeiras fábulas.

Na origem da humanidade, havia dois deuses gêmeos: um que pensava antes de agir (Prometeu) e outro que pensava depois de agir (Epimeteu). Trazendo este contexto da teogonia para os dias atuais, obviamente pensar antes de agir torna-se uma ação de sobrevivência, valendo-se da virtude da prudência.

Migrando da narrativa e do planejamento, vale conferir, na prática do socorrismo, como vão se guiar as equipes de salva-vidas diante dos cataclismos.

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Tags

ansiedade emergências de saúde estratégias de enfrentamento Força Nacional do SUS mudanças climáticas socorrismo

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