Proteção da fauna | A TARDE
Atarde > Opinião

Proteção da fauna

Confira o Editorial do Jornal A TARDE

Publicado quarta-feira, 13 de março de 2024 às 00:00 h | Autor: Editorial
Imagem ilustrativa da imagem Proteção da fauna
-

As operações contra o tipo de crime de captura ilegal, receptação e tráfico de animais silvestres vêm se intensificando, inclusive espécies em extinção, é assim que deve ser, conforme o bom exemplo da recente Operação Defaunação.

Na manhã de ontem, a Polícia Federal, com apoio das Corregedorias da Polícia Militar (PMERJ) e do Corpo de Bombeiros (CBMERJ), deu início ao trabalho de desarticular organização criminosa especializada nesta ação ilegal.

O serviço de investigação encontrou falsificação de documentos e selos públicos de órgãos como o Ibama e o Inea, em ação envolvendo cerca de 100 policiais federais, cumprindo um total de três mandados de prisão preventiva.

Foram cumpridos mais 20 de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal de Niterói, nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá, todos no Estado do Rio.

Um bombeiro militar foi identificado como líder da quadrilha composta por caçadores, receptadores, falsificadores e traficantes, com a participação de servidores públicos, uma estudante universitária e dois médicos veterinários.

Os animais recebiam uma série de maus-tratos (Lei 14.064/2020) por parte dos integrantes da quadrilha, e eram vendidos, em sua maioria, depois de anúncios nas redes sociais, com garantia de acompanhamento de documentos falsos.

Pelo menos 120 macacos-prego, além de outros de primatas ameaçados de extinção, como o macaco-prego-de-crista, foram traficados pela quadrilha em um ano, incluindo centenas de araras, pássaros, cervos, iguanas e papagaios.

Os acusados responderão pelos crimes de organização criminosa, receptação qualificada, crime ambiental, peculato, falsificação de documentos e selos públicos, entre outras penas, somando 58 anos de reclusão, se condenados.

Já os compradores poderão responder pelo crime de receptação, pois estavam cientes da ilegalidade da aquisição, exceto quem preferiu colaborar entregando os animais espontaneamente e ajudando nas diligências.

Publicações relacionadas