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OPINIÃO

Racismo ou afinidades

Confira o editorial desta segunda-feira, 20

Redação
Por Redação
Acusações de racismo e trapaça, associadas à academia mais laureada do país, pode causar graves arranhões à imagem da USP
Acusações de racismo e trapaça, associadas à academia mais laureada do país, pode causar graves arranhões à imagem da USP - Foto: Divulgação | USP

Acusações de racismo e trapaça, associadas à academia mais laureada do país, pode causar graves arranhões à imagem da Universidade de São Paulo (USP), apesar da volumosa e qualificada produção de conhecimento.

De um lado, a professora e servidora pública federal Érica Cristina Bispo, aprovada em primeiro lugar no concurso realizado ano passado para docente na área de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa.

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Do outro, seis inconformados, mobilizando os recursos possíveis, alegando ter sido a vencedora beneficiada devido às afinidades desenvolvidas com dois integrantes da banca examinadora do certame.

Como “juiz” do conflito, aparece a gestão da USP, tendo decidido os membros do Conselho Universitário pela anulação, acatando, portanto, o recurso impetrado pelos candidatos unidos pela reversão.

Outra importante participação neste hipotético “cabo de guerra”, no qual cada força “puxa” a corda para seu interesse ou dever, é a do Ministério Público, concluindo pelo arquivamento da contestação, por legitimidade do processo. A docente tenta amparar-se na temática identitária, por ser a única preta a disputar a vaga, enquanto os demais concorrentes são todos brancos.

Independentemente de quem saia com a vitória nesta demanda, se para algo mais precioso vale o embate é demonstrar, por indução, o quanto podem ser questionáveis os encontros para decidir teses e concursos.

Seja por conta da inclinação ao “bem-querer” ou pela vantagem de ter assento em grupos de poder acadêmicos intramuros, pode-se averiguar, com alta probabilidade, a fragilidade de ouvidorias e de ação correcional.

No caso específico da professora Érica, defendeu-se ao solicitar o reconhecimento de seu triunfo, estranhando ter exposto um viés incomum a instituição campeã brasileira entre todas as 205 universidades.

É preciso melhorar a confiabilidade destes exames, e apurar, com todo rigor, a denúncia de racismo, exceto se confirmada alguma leviandade.

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