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EDITORIAL

Temporais de mentiras

Confira o editorial do jornal A TARDE

Editorial
Por Editorial
Imagem ilustrativa da imagem Temporais de mentiras
Foto: Reprodução | Redes Sociais

Abjeta é a palavra, ao tentar definir-se a enchente de conteúdos falsos, as famigeradas “fake news”, ao abrirem-se as comportas das mentiras, dificultando o socorro a quem tenta escapar da lama no Rio Grande do Sul.

Este segundo lamaçal, desta vez de práticas viciosas, tem, entretanto, a serventia de causar indignação e acender a consciência de sujeitos antes mais compreensivos com as concessões às plataformas digitais servidoras do mal.

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Não bastasse o esforço coletivo para livrar da morte dezenas de pessoas ainda desaparecidas, bem como ajudar em tantos funerais, o governo gaúcho, o Ministério Público e a Polícia Civil trabalham para vigiar e punir criminosos.

Depois de estimar em mais de 60 mil os resgates, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, lamentou a ofensiva anti-patriótica das tropas digitais empenhadas em disseminar tontas inverdades.

Autoridades federais pactuaram com a empresa Meta a avaliação e denúncia de perfis acusados de espalhafatos a partir de rumores, falácias, calúnias ou absurdos difundidos às escâncaras, revelando a necessidade de mais controle.

Sob vistas grossas da empresa proprietária das redes sociais, as penalidades não são marcadas, prosseguindo o jogo de contra informação favorável aos infelizes infratores, emitindo proposições falsas, persuadindo os crédulos.

O argumento abraçado pela extrema-direita, segundo o qual o monitoramento teria como efeito a inibição da livre expressão, sofre sua debilidade iniludível, quando se verifica dano geral com cumplicidade dos maus em óbitos evitáveis.

A Advocacia Geral da União, em parceria com a Polícia Federal, também engajaram-se na filtragem de informações falsas, flagrando a autoria de grupos e pessoas dispostas a prejudicar os salvamentos, não se sabe qual a intenção.

Com a habilidade para a diplomacia, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, conta com a boa vontade das Forças Armadas a fim de seguir no serviço de oferecer ao povo de bombacha a “mão amiga e o braço forte”.

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