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OPINIÃO

Violência contra idosos

Editorial de A TARDE desta segunda-feira, 15

Redação
Por Redação
Imagem ilustrativa da imagem Violência contra idosos
Foto: Freepik

Uma boa oportunidade para tentar reduzir danos produzidos no convívio com grisalhas e grisalhos é avaliar cada um de nós por nossas próprias consciências. O convite está especialmente posto à coletividade e aos indivíduos, hoje, no transcorrer do Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, pela ONU.

No âmago, tal proposta descortina o debate central entre dois pólos antagônicos: deve quem viveu mais ser acolhido, ao raiar da vida, ou precisa saber se virar até a finitude? Traduzindo, em perspectiva de Brasil, precisamos favorecer o atendimento de saúde e previdência, ou o correto é aumentar o tempo de recolhimento para liberar a aposentadoria ou pensão?

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Enquanto as questões maiores, de ordem política, expõem posicionamentos humanistas em contraponto a supostos amores à pátria, há quem pratique todo tipo de crime. Apenas os noticiados chegaram a 3.251 entre janeiro e maio, considerando boletins de ocorrência registrados na Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa Idosa (DEATI).

O dado numérico serviu de motivo para reportagem d’A TARDE, viabilizando, ao mesmo tempo, gritos de alerta e de espanto dada a elevação de 13% nos casos. Tirando a possibilidade não-pequena de o aumento representar uma maior facilidade de denunciar pela internet, a estatística aponta para outra variável, aliás três.

A primeira é a prevalência entre os delitos para crimes de estelionato, vantagem ilícita capaz de causar prejuízo por meio de fraude, engano ou artifício de esperteza. Trata-se do popular artigo 171 do Código Penal, tão comum a ponto de representar um costume possível de ser caracterizado como patologia no convívio social brasileiro.

Os outros dados estarrecedores revelados na leitura do jornal de domingo são os fatos de as ocorrências terem por local o próprio lar e de os acusados serem familiares da vítima. Haveria ainda um quarto absurdo, mas fica para uma próxima reportagem, apurar quantos destes boletins de ocorrência viraram inquéritos e destes, quantos indicaram algum culpado.

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