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OPINIÃO

Vitória do diálogo

Além dos benefícios aos negócios, salta do contrato uma qualidade dos padrões civilizatórios, ora sob veemente ataque

Redação

Por Redação

09/01/2026 - 22:34 h
Imagem ilustrativa da imagem Vitória do diálogo
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Chega em boa hora o acordo comercial de livre comércio encaminhado entre a União Europeia e o Mercosul – Brasil, Argentina, Uruguai e Brasil. Além dos benefícios aos negócios entre o Velho e o Novo Mundos, salta do contrato uma qualidade dos padrões civilizatórios, ora sob veemente ataque. O combinado, depois de 25 anos de muita conversa, revela a força do diálogo entre os países.

Mesmo após consolidar a vitória, o governo brasileiro, principal mentor, permanece disposto a conversar com as resistentes França, Itália, Polônia e Hungria. Produtores rurais destes países temem perder renda com queda nos preços e fim do protecionismo no qual se escoram.

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Querem seguir aproveitando de um capitalismo de Estado no qual são mimados por diretrizes capazes de levar à impotência empresarial pelo mau costume da tutela. Doravante, têm a chance de investir em seu pessoal e maquinário a fim de tornarem-se competitivos.

Tirando os tratores da frente, temos a visão cristalina da redução da dependência dos Estados Unidos, em sua nova fase persecutória de transtorno de dono do mundo. O multilateralismo venceu. Com o pacto, a ser firmado dia 17, serão eliminadas tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários comprados da América do Sul.

Carnes, frutas, grãos e café vão chegar à Europa em condições de disputar com a produção local. No setor industrial, a União Europeia se comprometeu a eliminar todas as tarifas. No Brasil, azeites, queijos, vinhos e frutas importados vão chegar mais baratos, restando verificar se os revendedores vão preferir ampliar as margens de lucro, ao fixarem os preços para abastecer o mercado. Juntando os 27 países europeus com nossos quatro sul-americanos, são 718 milhões de pessoas mobilizando um PIB de 120 trilhões de reais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode comemorar mais um belo tento de sua terceira gestão, bem ao seu feitio, no qual todos os segmentos podem sair ganhando. É o caso de se adaptar o adágio: enquanto uns ladram, a caravana do Brasil passa.

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