OPINIÃO
Viva as culturas do Brasil
Viva o Brasil, viva a cultura – ou para ser fidedigno à grandeza e à pluralidade do país-continente, viva as culturas brasileiras!

Por Redação
Mais um, mais um título de glória para o cinema brasileiro. Desta vez, foi um baiano, Wagner Maniçoba de Moura, prestes a alcançar o meio século de idade, em junho deste ano.
Experiência, talento e dedicação o levaram ao alto do pódio do cobiçado Troféu Globo de Ouro, na categoria melhor ator de drama. No filme O agente secreto, ele faz o papel de Marcelo, um professor universitário perseguido por um empresário inescrupuloso.
Nos sombrios anos 1970, o docente migra de São Paulo para o Recife na tentativa de driblar seus algozes. Além de baiano, um triunfo pernambucano, portanto, honrando todo o Nordeste brasileiro.
A película, dirigida por Kleber Mendonça Filho, também levou a taça, como melhor filme de língua não-inglesa. Organizada pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, a premiação é uma preliminar do Oscar, indicando favoritos à cobiçada estatueta.
Foi assim com Fernanda Torres, vencedora como Melhor Atriz do Globo de Ouro em 2025; Ainda estou aqui ganhou o Oscar de melhor filme internacional. A presença da atriz ganhou impulso simbólico na distribuição de imagens atribuídas à entidade protetora do cinema brasileiro, a Santa Nanda da Sorte.
Ao agradecer pela conquista, e compartilhar com colegas de trabalho, Wagner Moura expôs alguns de seus pensamentos sobre O agente secreto. Para o ator, trata-se de filme sobre memória mas também falta de memória, revelando a ambiguidade entre os verbos lembrar e esquecer.
Só se pode lembrar de algo esquecido; só se pode esquecer de algo antes lembrado. Um e outro polo, portanto, só existem na negação do seu oposto. O filme ilumina um tempo no qual o medo de ser sequestrado, torturado e desaparecido tornava o Brasil difícil de se aguentar, aquele Brasil, nunca mais!
Ao final da solenidade de entrega do troféu, o campeão soltou o grito preso na garganta: Viva o Brasil, viva a cultura – ou para ser fidedigno à grandeza e à pluralidade do país-continente, viva todas as culturas brasileiras!
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