"É um clima lindo, de harmonia em fé", diz Agenor Gordilho

Publicado domingo, 20 de outubro de 2019 às 18:07 h | Atualizado em 20/10/2019, 18:11 | Autor: Bianca Carneiro* | Foto: Bianca Carneiro | Ag. A TARDE

Nem a dificuldade de locomoção impediu diversos fiéis que usavam cadeiras de rodas a comparecerem a celebração por Dulce dos Pobres. Em meio a multidão de devotos, homens e mulheres com diferentes quadros de saúde promoviam um verdadeiro testemunho de fé a Santa baiana.

Paraplégico há 39 anos, devido a um acidente de carro, ex-vereador de Salvador e ex-vice presidente do Esporte Clube Vitória, Agenor Gordilho fez questão de comemorar a canonização do anjo bom da Bahia, a quem conheceu pessoalmente.

"Ela foi abençoar a inauguração do Banco Econômico em 1984. Estou aqui orando com Nossa Santa Dulce que tanto doou sua vida como exemplo. É um clima lindo, de harmonia em fé", contou emocionado, ele que é amigo da atual gestora da OSID, a sobrinha de Santa Dulce, Maria Rita.

Ao lado de Agenor estava o ex-vereador de Salvador, Silvonei Sales. Ele disse que também recebeu uma graça de Santa Dulce. Estava em coma por 40 dias e acordou no dia seguinte apos alguém colocar uma imagem de Santa Dulce ao lado da cama dele. Parece a história de Maurício.

"Tenho fé que foi Santa Dulce quem me salvou", disse

Outra que não deixou de vir foi a aposentada Eunice Moura, 86. Devota da Santa, ela também a conheceu em vida, em uma das suas famosas andanças em Água de Meninos. Além disso, ela foi uma das funcionárias do pai de Dulce no colégio onde ele era diretor.

"Meu sentimento é de alegria. Muita emoção estar aqui, comemorando a canonização de uma santa em nossa terra, em nosso meio", diz.

'Não sou triste. Deus já me deu tanta coisa boa'

Santa Dulce marcou a vida da aposentada Déa Araújo, 77. Embora esteja perdendo a visão para um glaucoma, ela não se queixa e lembra com alegria os momentos em que os caminhos dela é da família se cruzaram com os do anjo bom da Bahia.

"Conheci Santa Dulce ainda criança. Eu estudava no Colégio São José e direto ela ia lá pegar eu e minha turma para ir brincar com as crianças da invasão", lembra.

Ano depois, a Santa voltou a estar na vida da aposentada, dessa vez, através de um dos seus três filhos. Hoje médico gastroenterologista, Wladimir Araújo, 45, já foi médico na OSID, e também conheceu a Santa.

"Foi aos 13 anos, enquanto estudava em um colégio militar. Fomos levar as doações e Naque momento nos encontramos. Era tão simples, tão frágil", conta Wladimir.

A cena estava eternizada em uma fotografia presa em Déa. Orgulhosa dos seus filhos e das ligações com Dulce, ela ostentava a imagem presa ao seu coração, onde segundo ela 'é onde Dulce mora'.

Questionada se ela tinha vindo pedir a Dulce por sua visão, adsim como ocorreu com o Miraculado José Maurício, Déa protestou.

"De jeito nenhum. Não sou triste, Deus já me deu tanta coisa boa, com meus três filhos medicos, minha família. Vim hoje pedir a Santa Dulce que faça por mim o que ela acha melhor, e acima de tudo, agradecer por minha vida", finaliza.

*Sob supervisão da repórter Keyla Pereira

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