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OPERAÇÃO JURAMENTO QUEBRADO

Ex-PM é preso e PM da ativa é procurado por integrar quadrilha na Bahia

Ação investiga organização criminosa suspeita de praticar extorsões mediante sequestro

Victoria Isabel
Por
| Atualizada em
Jackson Rodrigues e Michael Ramon Sinézio Filgueira
Jackson Rodrigues e Michael Ramon Sinézio Filgueira - Foto: Reprodução

Um ex-policial militar e uma mulher foram presos, enquanto um policial militar da ativa é considerado foragido, durante a Operação Juramento Quebrado, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta terça-feira, 9. A ação investiga uma organização criminosa suspeita de praticar extorsões mediante sequestro na Região Metropolitana de Salvador.

Conforme informações obtidas pelo portal A TARDE, os mandados de prisão foram expedidos contra Jackson Rodrigues, ex-policial militar; Tamiris Sousa Cruz, apontada como responsável por intermediar a comunicação entre integrantes do grupo; e Michael Ramon Sinézio Filgueira, policial militar da ativa lotado no 30º Batalhão da PM. Sinézio não foi localizado e segue sendo procurado pelas autoridades.

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Imagem ilustrativa da imagem Ex-PM é preso e PM da ativa é procurado por integrar quadrilha na Bahia
Foto: Reprodução

Tamiris foi presa em Arembepe, distrito de Camaçari. Já Jackson Rodrigues foi localizado em Petrolina (PE), onde também foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, posse de moeda falsa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Segundo a Polícia Civil, ele possui condenações por homicídio e porte ilegal de arma de fogo.

Confira prisões:

Esquema criminoso

De acordo com as investigações, o foragido exercia papel estratégico na estrutura criminosa, sendo responsável pelo recrutamento de policiais, ex-policiais e indivíduos que atuavam na segurança privada para integrar o grupo. As apurações indicam que a organização selecionava pessoas com antecedentes criminais para serem sequestradas e posteriormente submetidas à extorsão mediante pagamento de valores exigidos em troca da liberdade.

O grupo também é investigado por homicídios e ocultação de cadáver, além de ser apontado pelas investigações como atuante na modalidade de milícia na região de Barra de Pojuca, no município de Camaçari.

Entre os casos apurados está o de uma vítima abordada pelo grupo criminoso no bairro de Mussurunga, em Salvador, no dia 5 de março deste ano. Outro caso investigado ocorreu três dias antes, no município de Simões Filho.

Conforme as apurações, após serem capturadas, as vítimas eram levadas para um mesmo cativeiro localizado em Barra de Pojuca, no município de Camaçari, local onde também foram cumpridas medidas judiciais nesta operação.

O inquérito policial aponta ainda que outros três casos com características semelhantes permanecem sob investigação da Delegacia Antissequestro.

Imagem ilustrativa da imagem Ex-PM é preso e PM da ativa é procurado por integrar quadrilha na Bahia
Foto: Pedro Moraes e Flávia Vieira

No dia 17 de abril deste ano, um homem de 41 anos, apontado como integrante do mesmo grupo criminoso e também alvo da Operação Arcanjo Traidor, reagiu à abordagem policial e foi ferido durante confronto. Ele chegou a ser socorrido para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos. Na ocasião, foram apreendidos uma pistola, um cacetete e outros objetos de interesse investigativo.

Operação Juramento Quebrado

A ação foi realizada por equipes do DEIC, por meio da DAS, com apoio da Corregedoria Geral da Polícia Civil (FORCE), da Corregedoria da Polícia Militar, do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI), da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/Juazeiro), da 17ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Juazeiro).

Segundo o diretor do DEIC, delegado Thomas Galdino, o enfrentamento às organizações criminosas e aos crimes de extorsão mediante sequestro permanece como prioridade da Polícia Civil da Bahia.

“O combate ao crime organizado e aos crimes de extorsão mediante sequestro é permanente. Seguiremos atuando de forma contínua para desarticular esses grupos e responsabilizar todos os envolvidos”, afirmou.

As investigações continuam com o objetivo de localizar o investigado foragido e identificar outros integrantes da organização criminosa.

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Tags

extorção PM polícia militar

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