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OPERAÇÃO CHANCELAS

Grilagem de terras: operação apura registros fraudulentos de imóveis na Bahia

Seis mandados são cumpridos municípios de Maraú, Camamu e Cairu

Victoria Isabel
Por
Imagem ilustrativa da imagem Grilagem de terras: operação apura registros fraudulentos de imóveis na Bahia
Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, na manhã desta quarta-feira, 3, a Operação Chancelas, que investiga um esquema de fraudes em registros imobiliários e grilagem de terras da União no município de Maraú e em outras cidades do sul da Bahia.

Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Maraú, Camamu e Cairu, por determinação da Justiça Federal. A ação busca reunir documentos e equipamentos eletrônicos que possam auxiliar no avanço das investigações.

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Terrenos da União

Segundo a PF, as investigações começaram após denúncias sobre irregularidades envolvendo terrenos de marinha e áreas acrescidas, que pertencem à União. De acordo com as apurações, esses imóveis teriam sido registrados indevidamente como propriedades particulares por meio de fraudes em cartórios de registro de imóveis.

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Os investigadores identificaram indícios de uso de georreferenciamentos irregulares, omissão da titularidade da União nos registros e sucessivos desmembramentos de áreas para ampliar artificialmente o tamanho dos imóveis e dar aparência de legalidade às transações.

Áreas de praia estavam entre os imóveis negociados

Ainda conforme a investigação, os registros fraudulentos permitiram a comercialização de terrenos públicos, incluindo áreas de praia e espaços considerados de uso comum da população.

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As autoridades apontam que as irregularidades causaram prejuízos ao patrimônio público federal e podem ter beneficiado economicamente os envolvidos por meio da venda de imóveis e de tentativas de regularização junto a órgãos federais com base em informações falsas.

Participação de agentes públicos

A PF informou que há indícios de atuação conjunta entre particulares e agentes públicos no esquema investigado. A suspeita é de que os registros irregulares tenham sido utilizados para obter vantagens financeiras e legitimar ocupações em áreas pertencentes à União.

Os investigados poderão responder por crimes como falsidade ideológica, uso de documento falso, invasão de terras da União e estelionato, além de outros delitos que possam ser identificados ao longo das apurações.

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grilagem de terras mpf polícia federal

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