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IRMÃOS METRALHA

Saiba como age grupo em Salvador focado em roubo celulares de luxo

Criminosos foram alvo de mandados na capital baiana e interior do estado

Luiza Nascimento
Por
| Atualizada em
Operação Irmãos Metralha
Operação Irmãos Metralha - Foto: Henrique Coelho / Divulgação / Ascom-PCBA

Um grupo especializado em roubo de celulares de alto valor comercial foi alvo de mandados de prisão, busca e apreensão, na manhã desta terça-feira, 7, em Salvador e Cruz das Almas, cidade do Recôncavo Baiano. Deflagrada pela Polícia Civil, a Operação Irmãos Metralha iniciou as investigações em maio.

Segundo informações obtidas com exclusividade pelo portal A TARDE, pelo menos um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido no condomínio Vita Praia Residencial, no bairro Boca do Rio, na casa dos pais de um dos investigados. O homem utiliza as redes sociais constantemente para vender aparelhos eletrônicos.

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Três suspeitos foram presos, sendo um em Cruz das Almas e dois em Salvador, nos bairros Águas Claras e Fazenda Grande do Retiro. Um deles fazia parte do núcleo de transporte dos aparelhos roubados. Líder da organização criminosa, o irmão de um dos presos segue sendo procurado.

Conforme divulgado pela Polícia Civil, há pelo menos 14 alvos. Entre os suspeitos, alguns já respondem por:

  • Homicídio;
  • latrocínio;
  • tráfico de drogas;
  • porte ilegal de arma.

A ação é executada pela Coordenação de Operações do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).

Entenda Modus operandi da organização

Segundo as investigações, a estrutura criminosa organizada agia através de divisão de funções e atuação coordenada para a prática de crimes patrimoniais em diversas regiões da capital baiana.

Posteriormente, os aparelhos roubados eram comercializados utilizando mecanismos para dificultar a identificação da origem ilícita dos equipamentos, movimentar recursos financeiros e garantir a continuidade da atividade criminosa.

Os cargos eram divididos da seguinte forma:

  • Responsável pela execução dos roubos;
  • encarregado da receptação e comercialização dos aparelhos;
  • grupo responsável pelo fornecimento de contas bancárias utilizadas na movimentação dos valores obtidos com a atividade ilícita;
  • integrantes que davam suporte à ocultação e à revenda dos celulares.
Operação Irmãos Metralha
Operação Irmãos Metralha - Foto: Henrique Coelho / Divulgação / Ascom-PCBA

Investigação começou após roubo a funcionário de estabelecimento

Segundo o delegado responsável pela apuração, Thiago Costa - Coordenador de Operações do Deic, a investigação começou a partir de um assalto a um estabelecimento comercial que fazia entrega de celular.

"Você comprava, ele [o estabelecimento] mandava entregar através de um funcionário. A quadrilha se passa por cliente, faz a encomenda do celular, diz que tem interesse, quando a loja manda entregar, um comparsa do grupo criminoso passa de moto e assalta o funcionário, e leva o celular que está sendo vendido e o celular particular do funcionário", disse o titular.

Operação Irmãos Metralha

Em Salvador, a ação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão nos bairros:

  • Fazenda Coutos;
  • Alto de Coutos;
  • Fazenda Grande do Retiro;
  • Ribeira;
  • Boca da Mata;
  • IAPI;
  • Massaranduba;
  • Chapada do Rio Vermelho;
  • Paripe;
  • Boca do Rio;
  • Brotas.

Segundo Costa, a investigação será aprofundada com trabalhos de inteligência e uma segunda fase pode ser deflagrada, com a inclusão de novos autores.

"Há possibilidade de aumentar a quantidade de receptadores, de envolvidos nos assaltos e principalmente dos estabelecimentos que comercializam celular, muitas vezes com restrição de roubo e furto, que é o que mais tem por aí e que está movimentando o mercado clandestino de compra e venda de aparelho", explicou.

Além da responsabilização dos envolvidos pelos crimes investigados, a operação busca apreender aparelhos celulares, documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos.

A expectativa é de que os materiais permitam aprofundar as investigações, identificar outros integrantes da organização criminosa e interromper definitivamente suas atividades.

Participam da operação cerca de 120 policiais das equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) e Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), além do apoio da equipe da 4ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Santo Antônio de Jesus) para o cumprimento do mandado de busca e apreensão em Cruz das Almas.

*Com informações do repórter Luan Julião

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