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Aliados de Rui e Neto polarizam candidaturas na RMS

Publicado sábado, 27 de fevereiro de 2016 às 20:20 h | Atualizado em 27/02/2016, 17:52 | Autor: Luan Santos
Prefeitura de Camaçari
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Com cerca de 2,5 milhões de eleitores, os municípios da Região Metropolitana de Salvador (RMS), incluindo a capital, deverão ter, nas eleições municipais deste ano, disputas polarizadas entre os aliados do governador Rui Costa (PT) e do prefeito ACM Neto (DEM), virtuais concorrentes ao governo do estado em 2018. Uma das marcas do pleito em pelo menos sete dos 13 municípios da RMS, que representa um quarto do eleitorado da Bahia, será o retorno de ex-prefeitos à disputa eleitoral.

Camaçari é um deles. Com 153,5 mil eleitores, a cidade tem o deputado federal Luiz Caetano (PT), que comandou o município entre 2005 e 2012, como pré-candidato. O atual prefeito, Ademar Delgado (PT), rompeu com Caetano, seu padrinho político, e não irá se candidatar à reeleição. Ele deve migrar para o PCdoB, que já anunciou a pré-candidatura de Jailce Andrade, secretária de governo na atual gestão. Ambos os partidos compõem a base aliada do governador Rui Costa.

A oposição no município, por sua vez, lançou as pré-candidaturas do vereador Antonio Elinaldo (DEM) - que tem o apoio de ACM Neto e ganhou o reforço do PV na semana passada - e José Tude (PMDB), que também já foi prefeito de Camaçari.

Lauro de Freitas também terá o retorno da ex-prefeita Moema Gramacho (PT), que  lançou pré-candidatura e vai enfrentar o atual prefeito Márcio Paiva, do PP, partido do vice-governador, João Leão. Entre os aliados de ACM Neto, os pré-candidatos Chico Franco (DEM) e Gustavo Ferraz (PMDB), atual diretor de Habitação na prefeitura de Salvador.

Já em Candeias, a ex-prefeita Tonha Magalhães (DEM) lançou pré-candidatura e vai concorrer contra os aliados do governador no município. O atual prefeito, Sargento Francisco (PSD), deverá indicar, para o pleito, algum nome que compõe a gestão. Além disso, o secretário de Desenvolvimento Urbano do estado, Carlos Martins (PT), que concorreu ao cargo em 2012, também é pré-candidato.

Segundo o presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, os partidos aliados estão debatendo as possíveis candidaturas em Candeias. Quem também deve entrar na briga é o vereador Doutor Pitágoras (PP), jovem médico que desponta como terceira via.

Em Simões Filho, os pré-candidatos Neco Almeida (PSD) - atual vice-prefeito e correligionário do prefeito Eduardo Alencar - e Joel Cerqueira (PT) - presidente da Câmara de Vereadores local - devem compor a chapa majoritária da base de Rui.

Do outro lado, Diógenes Tolentino (PMDB), mais conhecido como Dinha, desponta como principal concorrente. No município, especula-se que ele esteja de mudança para o DEM. A troca de partidos pode acontecer até o próximo dia 2 de abril, quanto termina o prazo legal para a filiação partidária.

Estratégias

Everaldo e o senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, concordam que os aliados ao governador Rui Costa devem manter a unidade. "Onde houver dois candidatos da base com potencial eleitoral, a disputa se dará de forma harmônica", disse o presidente do PT.

Em casos como o de Candeias, onde pode haver dois candidatos da base aliada, Otto diz que não há problemas. "Estaremos na aliança, mas em alguns municípios haverá disputa, de forma harmônica. Bom seria se em todo município tivesse PT contra PSD", afirmou.

O deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB) diz que mesmo onde não serão apresentadas candidaturas, o partido irá participar do processo. "As conversas se iniciam agora e vão se  afunilar até as convenções. Vamos fazer de tudo para não dividir as oposições", disse.

O deputado federal José Carlos Aleluia, presidente estadual do DEM, afirma que as pré-candidaturas do partido estão  sendo avaliadas na RMS. "Já temos algumas definições, como em Salvador, Camaçari e  Simões Filho. Estamos discutindo com os demais partidos", disse.

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