Alteração na data de exoneração de Weintraub configura fraude, diz TCU

Publicado quarta-feira, 24 de junho de 2020 às 10:33 h | Atualizado em 24/06/2020, 10:36 | Autor: Da Redação

A retificação da data de exoneração do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, feita nesta segunda-feira, 22, pelo Governo Federal, configura fraude no processo. A afirmação é do subprocurador-geral do Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Furtado.

Na segunda-feira, o subprocurador solicitou que o TCU avaliasse se houve participação do Itamaraty na ida de Weintraub para os Estados Unidos. A suspeita é a de que Weintraub tenha usado a sua condição de ministro para desembarcar em Miami, no último sábado, 20, e, assim, driblar as restrições de viagens para brasileiros em função da pandemia da Covid-19 (novo coronavírus).

O ex-ministro é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Horas depois de ele desembarcar em solo norte-americano, o governo brasileiro publicou edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU) com sua exoneração, com a data de 20 de junho. Na manhã desta terça-feira, 23, no entanto, o governo retificou no Diário a data de exoneração do ex-ministro.

Com a correção, o novo decreto do presidente Jair Bolsonaro informa que Weintraub foi exonerado "a partir de 19 de junho de 2020", ou seja, sexta-feira, 19, data em que ele embarcou para os Estados Unidos. O subprocurador-geral disse que agora é preciso saber se a viagem de Weintraub foi paga com recursos públicos.

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