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ASSEMBLEIA

Com dificuldade, governo aprova primeiro projeto sobre Embasa

Oposição pediu vista do segundo texto, no qual há as maiores mudanças para adequação ao marco do saneamento

Rodrigo Aguiar
Por Rodrigo Aguiar
| Atualizada em

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Foram 33 votos favoráveis, um a mais do que os necessários para aprovar a matéria
Foram 33 votos favoráveis, um a mais do que os necessários para aprovar a matéria -

Mesmo com a ausência de deputados do PP, que rompeu com o PT na última semana, e uma dificuldade para contabilizar os votos dos parlamentares que participavam de forma remota, o governo conseguiu aprovar nesta quarta-feira, 23, na Assembleia Legislativa da Bahia, o primeiro projeto relativo às mudanças na Embasa.

Foram 33 votos favoráveis, um a mais do que os necessários para aprovar a matéria. Foi aprovado o projeto de lei complementar que constava na pauta - o texto modifica a lei de 2019 que instituiu as microrregiões de saneamento básico.

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A bancada de oposição, no entanto, pediu vista do segundo texto: o projeto de lei que altera a Lei nº 2.929, de 1971, que criou a Embasa. A matéria adequa a estatal baiana ao novo marco legal do saneamento básico, que amplia a participação do setor privado nos serviços.

Enviado pelo Executivo à Assembleia em novembro do ano passado, o projeto de lei que possibilita a abertura da Embasa ao capital privado enfrentou inicialmente resistência na base do governo, inclusive expressada por deputados do PT. Com a dificuldade, o governo já tenta há mais de um mês aprovar as mudanças na legislação sanitária do estado.

Votaram contra o projeto aprovado nesta quarta a oposição e o deputado Hilton Coelho (PSOL), que apontou o caráter "complementar" do texto em relação à proposta governamental. "Ambos [os projetos] fazem parte de um plano de privatização da nossa Embasa", afirmou Hilton.

Mudanças

O projeto de lei, ainda não votado, autoriza a Embasa a "coligar-se e associar-se, por qualquer forma, com outras pessoas jurídicas de direito público ou privado, inclusive participar e formar consórcio", além de poder constituir ou integrar Sociedade de Propósito Específico (SPE), de capital aberto ou fechado, majoritária ou minoritariamente, para participar de licitações.

Conforme o texto, a Embasa também poderá "subconceder parte de suas atividades a terceiros com anuência prévia dos entes concedentes envolvidos na concessão".

"A Sociedade de Propósito Específico - SPE a qual a Empresa Baiana de Águas e Saneamento S/A - EMBASA venha integrar, minoritária ou majoritariamente, para prestação dos serviços de saneamento básico poderá adotar tarifas ou preços públicos diversos aos praticados pela referida sociedade e autorizados pela Agência Reguladora, considerando os custos diretos e indiretos, bem como os investimentos futuros exigidos pelo ente concedente", diz trecho da matéria.

Ao comentar o envio do projeto à Assembleia, o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sindae) afirmou que a iniciativa do governo "escancara o caminho para privatização da água em toda a Bahia e que trará danos irreversíveis para as populações pobres e à universalização do saneamento no estado".

"Mesmo após acatar parte das modificações apresentadas pelo sindicato no Projeto de Lei 24.362/2021, que passaria a incluir condicionantes para a participação privada na Embasa e o debate público dessas eventuais iniciativas, o relator do PL, deputado Rosemberg Pinto (PT), resolveu inserir no novo texto um dispositivo que permite ao poder executivo estadual regulamentar esses critérios sem debate e de forma unilateral, voltando para a estaca zero os entendimentos e avanços conquistados neste PL", diz nota do sindicato.

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