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“Nunca trabalhamos para manter liderança”, diz Otto sobre PSD

Senador declarou que o partido não busca posição, mesmo sendo uma das siglas com mais prefeituras

Flávia Requião
Por Flávia Requião
Senador disse ter receio sobre os posicionamentos extremos do país
Senador disse ter receio sobre os posicionamentos extremos do país - Foto: Rafaela Araújo/ Ag. A TARDE

O senador Otto Alencar comentou, na manhã desta segunda-feira, 27, sobre as eleições municipais deste ano e ressaltou que o PSD não busca manter a liderança, mesmo sendo uma das siglas com mais prefeituras na Bahia.

“Nós nunca trabalhamos para manter liderança absolutamente até porque nunca forçamos nenhum candidato a prefeito, vereador ou deputado estadual ou federal a vim participar, é uma coisa natural”, disse ao ser questionado sobre a sigla querer se manter como um dos maiores na Bahia.

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“O que acontece é que nós temos nove deputados estaduais, todo mundo militante, seis deputados federais, senadores e todos nós fazemos a nossa militância, o nosso partido é uma partido com opção clara de centro social [...]. Nós não estamos para pelejar, para disputar uma corrida, aqui não é quem vai ganhar e quem vai perder não, eu nunca pensei assim, até por que nós começamos com um partido que não era tão forte e depois ele ficou forte, mas está dentro da nossa previsão, pelo menos hoje nós temos prefeitos e prefeitas e a reeleição dele. Eu acho que o maior número será os que estão no poder, que serão muito bem avaliados e irão buscar a reeleição e os outros vão começar agora e vai ser uma disputa natural como sempre aconteceu dentro dos municípios”, reforçou, após entrevista coletiva em evento de homenagem a representantes no Tribunal de Contas do Município (TCM).

Otto também antecipou que espera uma eleição saudável sem dificuldades. “O que nós esperamos é que transcorra em paz esse tensionamento que está tendo a nível nacional.”

Apesar de indicar que acredita em uma disputa eleitoral mais calma, o senador disse ter receio sobre os posicionamentos extremos do país.

“Nós estamos em uma situação no Brasil que só tem duas opções: ou da extrema direita, com [Jair] Bolsonaro, ou então o estado dos partidos democráticos, que querem fazer política e não essa tensão. É o que está acontecendo no Senado e na Câmara dos Deputados. No Senado, por exemplo, eu estou lá a nove anos e nunca vi um momento com uma política tão radical de extrema direita como agora, defendendo inclusive teses que são arcaicas e conservadoras demais para se ter pelo menos a sincera consideração no Senado”, declarou.

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