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SUPERINTENDENTE DA SEPROMI

Patrícia Pataxó pede que povo se mobilize contra atos golpistas no DF

Superintendente ainda frisou que os extremistas buscam o autoritarismo

João Guerra
Por João Guerra
| Atualizada em
Patrícia Pataxó esteve presente no ato ‘Sem anistia para o golpe’, em Salvador
Patrícia Pataxó esteve presente no ato ‘Sem anistia para o golpe’, em Salvador -

Presente no ato intitulado ‘Sem anistia para o golpe’, que acontece nesta segunda-feira, 9, no Campo Grande, em Salvador, a superintendente de Políticas para Povos Indígenas na Bahia, Patrícia Pataxó, convocou o povo a reagir contra a invasão de extremistas bolsonaristas que invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes no domingo, 8, em Brasília. Para ela, as pessoas que estiveram na capital federal querem destruir o Estado Democrático de Direito.

“É importante o povo se mobilizar, estar na rua com atos clamando pela democracia. É importante para o Estado Democrático de Direito haja vista atos golpistas, antidemocráticos, terroristas. Eles não buscam direitos e sim, a violação de direitos e a ruptura do Estado Democrático de Direito”, afirmou ela, ao Portal A TARDE.

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Patrícia ainda frisou que os extremistas buscam o autoritarismo, o que seria uma incoerência para quem diz protestar por direitos. “Eles dizem que estão na rua buscando direitos, não é direito o que eles querem, e sim, autoritarismo, a volta da ditadura, o que é aí uma tremenda incoerência para o que eles dizem estar buscando”, concluiu.

Pertencente ao povo Pataxó Hãhãhãe, Patrícia Pataxó está à frente da Superintendência de Políticas para Povos Indígenas, órgão ligado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). Ela foi empossada neste ano pelo governador Jerônimo Rodrigues.

No domingo, 8, manifestantes apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro inconformados com o resultado das eleições invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF). A invasão começou após a barreira formada por policiais militares na Esplanada dos Ministério, que estava fechada, ter sido rompida. O Congresso Nacional foi o primeiro a ser invadido, com os manifestantes ocupando a rampa e soltando foguetes. Depois eles quebraram vidro do Salão Negro do Congresso e danificaram o plenário da Casa.

Após a depredação no Congresso, eles invadiram o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF). No STF, quebraram vidros e móveis.

As imagens mostram que o efetivo de policiais militares que estava nas proximidades do Congresso Nacional usou sprays de pimenta em uma tentativa sem sucesso de conter os manifestantes que entoavam palavras de ordem golpistas.

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