Prefeito escolhe substitutos para as pastas da Saúde e Governo

Marcelo Brito, da Saúde, e Denilton Brito, de Governo, foram afastados por estarem sob investigação da PF na “Operação No Service”

Publicado sexta-feira, 05 de agosto de 2022 às 22:29 h | Atualizado em 05/08/2022, 22:29 | Autor: Da Redação
A decisão do prefeito Colbert Martins Filho (MDB) foi publicada em edição extra do Diário Oficial do município desta sexta
A decisão do prefeito Colbert Martins Filho (MDB) foi publicada em edição extra do Diário Oficial do município desta sexta -

A Prefeitura de Feira de Santana, nomeou nesta sexta-feira, 5, os indicados que substituirão Marcelo Brito, da Saúde, e Denilton Brito, de Governo, afastados da gestão por serem alvos de investigação da Operação No Service, da Polícia Federal na quinta-feira, 4.

Fernanda Botto, que ocupa o cargo de chefe de gabinete da Secretaria de Saúde, assume a pasta e Jailson Rodrigues está lotado na Secretaria de Administração na função de diretor geral, assume a Secretaria de Governo.

A decisão do prefeito Colbert Martins Filho (MDB) foi publicada em edição extra do Diário Oficial do município desta sexta.

De acordo com a PF, a investigação detectou uma licitação realizada em 2018 para a contratação de uma organização social para efetuar a gestão compartilhada da UPA, que fica no bairro Queimadinha pela Prefeitura de Feira de Santana, sendo celebrado o contrato no dia 2 de maio de 2018 com prazo de vigência até maio de 2019, pelo valor de quase R$ 12 milhões, coma possibilidade de renovação por mais 5 anos.

Em 2020, conforme apuração da PF, a entidade gestora da UPA firmou contrato de prestação de serviços médicos com empresa pertencente ao atual secretário de Saúde do município pelo valor de R$ 44 mil mensais. No entanto, foi constatado, não houve prestação de serviços pela empresa contratada, seja de serviços médicos ou de consultoria.

Na ocasião, de acordo com a PF, a contratação da empresa teria partido de ordem do atual secretário de Governo do município. Ele, em parceria com os diretores da Organização Social, simulou uma contratação e desviaram recursos públicos superiores a R$ 200 mil, favorecendo o atual secretário de Saúde, que aplicava boa parte desses valores em investimentos e outra parte repassava para pessoas físicas e jurídicas.

Os investigados responderão pelos crimes de peculato e de superfaturamento de licitação mediante a inexecução completa do contrato.

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