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Roma se declara pré-candidato, mas não descarta aliança com Bruno Reis

João Roma diz que possível alinhamento de Bruno Reis a Lula afastaria chance de apoio do PL

Lula Bonfim
Por Lula Bonfim
Ex-ministro João Roma deu entrevista na manhã desta segunda-feira, 17, ao programa Isso é Bahia, da rádio A TARDE FM
Ex-ministro João Roma deu entrevista na manhã desta segunda-feira, 17, ao programa Isso é Bahia, da rádio A TARDE FM - Foto: Laís Rocha | Ag. A TARDE

O ex-ministro João Roma (PL) declarou, na manhã desta segunda-feira, 17, que é pré-candidato à prefeitura de Salvador. Segundo o presidente estadual do PL, o objetivo é representar a fatia do eleitorado que se identifica com as bandeiras defendidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Apesar disso, Roma não descarta a possibilidade de uma aliança com o atual prefeito da cidade, Bruno Reis (União Brasil). A única coisa que poderia inviabilizar totalmente essa chance, de acordo com ele, seria um alinhamento do gestor municipal com o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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“Eu tenho uma responsabilidade maior hoje, que é justamente representar uma fatia do eleitorado que defende bandeiras mais amplas e almejam uma sintonia maior. O que eu deixei muito claro é que o que deixaria inviável um possível entendimento entre o PL e o atual prefeito Bruno Reis seria um alinhamento dele ao presidente Lula”, disse Roma, em entrevista ao programa Isso é Bahia, da rádio A TARDE FM.

“Ele [Bruno Reis] esteve com o presidente. Não me refiro especificamente à visita que fez, porque eu acho que está no seu papel institucional, mas uma vinculação político-partidária entre os dois inviabilizaria naturalmente o caminho do PL. Onde estiver o PT de um lado, o PL naturalmente estará do outro”, afirmou o ex-ministro.

João Roma também avaliou que a aliança do União Brasil com Lula a nível nacional não influencia tanto nas conversas em Salvador. O importante, na concepção dele, é que Bruno Reis se mantenha distante, do ponto de vista político-eleitoral, do atual presidente da República e do PT.

“Essa posição partidária nacional é pouco determinante na sucessão municipal. Em geral, as eleições municipais tratam de assuntos locais. O que eu me refiro especificamente seria uma coligação do União Brasil ou o apoio do PT ao prefeito Bruno Reis. E isso, naturalmente, nos afastaria”, definiu o presidente do PL.

Ainda de acordo com o ex-ministro de Bolsonaro, a ideia é combater a intenção petista de dominar todas as esferas de poder, em nível nacional, estadual e municipal. Para Roma, impedir a hegemonia petista é fundamental para que, em 2026, o projeto bolsonarista se imponha novamente nas eleições.

“Temos grandes cidades com importantes desafios. E o que é preciso observar, enquanto PL, é uma contraofensiva em relação a essa estratégia do PT de simplesmente querer dominar todas as esferas do poder, que já está instalada no governo do estado, no governo federal e está, de forma determinada, querendo pegar as grandes prefeituras do estado da Bahia. E isso é um ponto que o PL tem que levar em consideração. Porque, se o PT vai ocupar todas essas estruturas de poder, você fica com a direita muito fragilizada para a disputa geral daqui a três anos”, concluiu.

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Bruno Reis eleições 2024 João Roma

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