Tâmara Azevedo critica cobrança de acesso ao zoológico de Salvador

"Mais um direito retirado do pobre", reclamou pré-candidata ao Senado pelo PSOL

Publicado quinta-feira, 21 de julho de 2022 às 19:22 h | Atualizado em 21/07/2022, 19:22 | Autor: Da Redação
Tâmara Azevedo criticou a privatização de parques estaduais
Tâmara Azevedo criticou a privatização de parques estaduais -

A pré-candidata ao Senado pelo PSOL-BA, Tâmara Azevedo, condenou nesta quinta-feira, 21, a decisão do Governo da Bahia de vender o Parque Zoobotânico Getúlio Vargas, o Zoológico de Salvador, à iniciativa privada. A concessão pode pôr fim à gratuidade do acesso ao local, com cobrança de ingressos de até R$ 60.

"Mais um direito retirado do pobre, que já tem dificuldade de ter emprego, se alimentar, agora também não pode se divertir", disparou a gestora pública, que atribuiu a decisão do governo à uma "psicose privativista" que se alastra nos últimos anos.

Caso seja concretizada, a concessão do Parque Zoobotânico Getúlio Vargas será válida por 30 anos. O mesmo aconteceu com outros parques estaduais, como o de Sete Passagens, em Miguel Camon, e da Serra do Conduru, entre Ilhéus, Uruçuca e Itacaré.

No caso do Parque Estadual Sete Passagens, o Ministério Público suspendeu provisoriamente o processo de licitação com base em ação que destaca a importância da natureza para o bem estar social e também assegura a participação popular na tomada de decisões. A região é historicamente cercada por comunidades quilombolas e a ação civil pública foi de autoria do PESP Resistência, e entregue à ONU pelo Coletivo de Endidades Negras (CEN).

"A venda de parques do estado é uma tragédia, principalmente para quem não tem recursos para acessar shoppings e outros espaços de diversão e convivência. Em uma cidade onde áreas públicas são escassas e sucateadas, com o meio ambiente negado à população, essa não é uma medida aceitável", argumentou.

Leilão

O leilão para a concessão do Zoológico de Salvador, está previsto para acontecer no dia 16 de setembro, na B3, em São Paulo. A concessionária poderá explorar o espaço por 30 anos.

Está previsto que a empresa que vencer a concessão e passar a administrar o espaço a cobrança de ingresso social para integrantes de famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) deverá ser de, no máximo, R$ 1,00 e crianças com até 6 anos de idade estarão isentas do pagamento do ingresso.

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