Bolsonaro compara assassinato em Foz do Iguaçu à facada em 2018

Em reunião com apoiadores, o presidente questionou a classificação do autor do crime como “bolsonarista”

Publicado segunda-feira, 11 de julho de 2022 às 11:29 h | Atualizado em 11/07/2022, 11:44 | Autor: Da Redação*
Marcelo Arruda momentos antes de ser morto por bolsonarista -
Marcelo Arruda momentos antes de ser morto por bolsonarista - -

O presidente Jair Bolsonaro (PL) relembrou o atentado que sofreu na campanha eleitoral de 2018,  ao comentar com apoiadores sobre o assassinato do guarda civil petista, Marcelo de Arruda, por um policial bolsonarista, Jorge José da Rocha Guaranho, na noite de sábado, 9, em Foz do Iguaçu, no Paraná por em Foz do Iguaçu (PR), no último sábado, 9.

“Vocês viram o que aconteceu ontem, né? Uma briga entre duas pessoas lá em Foz do Iguaçu. ‘Bolsonarista’, não sei o que lá. Agora, ninguém fala que o Adélio é filiado ao PSOL, né?”, disse Bolsonaro nesta segunda-feira, 11.

Adélio Bispo, autor do ataque contra Bolsonaro, foi filiado ao PSOL mas nunca militou ou se candidatou a algum cargo no partido. Após inquérito, a Justiça o considerou inimputável em razão de doença mental, porém o presidente costuma relacionar o autor da facada a políticos de oposição mesmo com a Polícia Federal (PF) tendo descartado a hipótese em duas investigações anteriores.

No último domingo, 10, pelas redes sociais, Jair Bolsonaro informou dispensar “qualquer tipo de apoio de quem pratica violência contra opositores”. E reforçou o pedido de investigação sobre o caso.

“A esse tipo de gente, peço que por coerência mude de lado e apoie a esquerda, que acumula um histórico inegável de episódios violentos”, escreveu o presidente.

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