Aras pedirá que o STF abra inquérito contra ministro da Educação

Ribeiro é suspeito de ter montado um gabinete paralelo com outros pastores evangélicos na pasta

Publicado quarta-feira, 23 de março de 2022 às 16:21 h | Atualizado em 23/03/2022, 16:21 | Autor: Da Redação
Augusto Aras vai pedir que o STF abra um inquérito para investigar as suspeitas de crimes envolvendo o ministro da Educação, Milton Ribeiro
Augusto Aras vai pedir que o STF abra um inquérito para investigar as suspeitas de crimes envolvendo o ministro da Educação, Milton Ribeiro -

O procurador-geral da República Augusto Aras vai pedir que o Supremo Tribunal Federal (STF) abra um inquérito para investigar as suspeitas de crimes envolvendo o ministro da Educação Milton Ribeiro na liberação de verbas para prefeituras indicadas por dois pastores com trânsito no MEC.

O documento está sendo elaborado e será assinado pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, segundo o colunista Guilherme Amado, do Portal Metrópoles.  Ribeiro é suspeito de ter montado um gabinete paralelo com outros pastores na pasta, o que incluiria pedidos de propina de um líder religioso a um prefeito, para facilitar acesso a recursos do órgão federal.

O pedido deve ser enviado ainda, nesta quarta-feira, 23, ao STF. Dentre as diligências previstas, Aras quer tomar o depoimento de prefeitos sobre suposto pedido de propina feito por um dos pastores, Arilton Moura, em troca de interceder na liberação de recursos pelo MEC. O procurador-geral também deve tentar obter cópia de gravações envolvendo o caso.

Diversas representações foram enviadas por parlamentares à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao STF apontando possíveis crimes de Milton Ribeiro, como o de advocacia administrativa, que é o patrocínio de interesses privados dentro da administração pública.

Caso o Supremo autorize a abertura de uma investigação formal contra Ribeiro, devem prestar depoimento o ministro, os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, e o prefeito Gilberto Braga, de Luís Domingues (MA), que disse ter recebido um pedido de propina de Arilton. O pedido de propina do pastor ao prefeito teria sido de R$ 15 mil e um quilo de ouro.

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