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Arthur do Val é cassado e fica inelegível por 8 anos

Áudios nos quais ele diz que as mulheres ucranianas "são fáceis porque são pobres". motivou a cassação

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Arthur do Val perderá os direitos políticos e fica inelegível por oito anos
Arthur do Val perderá os direitos políticos e fica inelegível por oito anos - Foto: Divulgação

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta terça-feira, 17, por unanimidade, a cassação do ex-deputado Arthur do Val (União Brasil), o Mamãe Falei. Com isso, ele perderá os direitos políticos e fica inelegível por oito anos, de acordo com a Lei da Ficha Limpa.

Foram 73 votos a favor e nenhum contra. Para ter o mandato cassado, era preciso 48 votos entre os 94 deputados estaduais da Alesp.

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O Conselho de Ética da Assembleia abriu processo disciplinar contra Arthur devido aos áudios nos quais ele diz, entre outras coisas, que as mulheres ucranianas "são fáceis porque são pobres".

Após a divulgação dos áudios ao menos 40 deputados entraram com 21 representações contra Arthur do Val. Elas pediam a punição do parlamentar.

O parecer do relator do caso, Delegado Olim (Progressistas), foi aprovado pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa no dia 12 de abril, por unanimidade. O colegiado considerou que as mensagens divulgadas nos áudios configuram quebra de decoro parlamentar.

Arthur do Val é o primeiro deputado cassado pela Alesp em mais de 23 anos. O último parlamentar que havia sido cassado pelo Legislativo Paulista foi o ex-deputado Hanna Garib, em 1999, que era acusado de fazer parte da chamada "máfia dos fiscais" da cidade de São Paulo, na época que era vereador da capital.

"Eu fico muito triste, no ano que estamos, no estado que estamos, de ouvir ainda sobre machismo, assédio. Eu espero que nós possamos, na Assembleia Legislativa de SP, dar um grande exemplo de aqui isso não vai acontecer", disse o presidente da Casa, Carlão Pignatari (PSDB), após a conclusão da votação.

O ex-deputado não participou da sessão extraordinária. Paulo Henrique Franco Bueno, que representou a defesa de Arthur do Val, disse que “por mais que abjetas” que tenham sido as falas, elas “não são suficientemente graves para cassação de mandato parlamentar”.

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