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1ª ETAPA

Câmara dos Deputados aprova intervenção na segurança do DF

Texto segue agora para análise dos senadores, na manhã de terça

Da Redação
Por Da Redação
Etapa está prevista na Constituição Federal
Etapa está prevista na Constituição Federal - Foto: Agência Brasil

Em votação simbólica, na noite desta segunda-feira, 9, a Câmara dos Deputados aprovou o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que determinou a intervenção federal na segurança do Distrito Federal. O texto segue agora para análise dos senadores. A sessão está marcada para a manhã desta terça-feira, 10.

A etapa está prevista na Constituição Federal, que determina que, após o presidente da República decretar a intervenção, a medida precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

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A intervenção federal foi determinada por Lula após golpistas invadirem e vandalizarem os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF) no domingo, 8.

Horas após o decreto presidencial, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) fez uma convocação extraordinária dos parlamentares, que estão de recesso.

Relator da proposta, o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) recomendou que os deputados confirmassem a intervenção.

Em seu parecer, Pereira Júnior afirmou que os atos criminosos cometidos por golpistas que invadiram a Praça dos Três Poderes são incompatíveis com os fundamentos democráticos da Constituição: incitam a ruptura com a ordem constituída; conclamam a dissolução das instituições democráticas e dos Poderes instituídos; e exortam o estabelecimento de um novo governo, alicerçado em bases autoritárias e antidemocráticas.

O relator afirmou ainda que as forças de segurança pública do Distrito Federal se mostraram incapazes de impedir, de coibir e de reprimir tais ataques intoleráveis ao Estado Democrático de Direito e ao patrimônio público, conduzidos por aqueles que tinham a inequívoca intenção de depor o governo democraticamente eleito, por meio de golpe de Estado.

“Com efeito, o governo do Distrito Federal e sua Secretaria de Segurança Pública foram, para dizer o mínimo, inábeis, negligentes e omissos ao cuidar de um tema tão sensível, porquanto se tratava de tragédia anunciada”, disse.

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