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"CONSTRANGEDORA"

Deltan afirma que afastamento de Hardt é "perseguição política"

Deputado cassado ainda considerou os argumentos do ministro como "débeis, frágeis e ridículos"

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Deltan Dallagnol foi um dos procuradores do MPF envolvidos na Operação Lava Jato
Deltan Dallagnol foi um dos procuradores do MPF envolvidos na Operação Lava Jato - Foto: José Cruz | Agência Brasil

Deputado cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-procurador Deltan Dallagnol, avaliou como “absolutamente constrangedora” o afastamento da juíza Gabriela Hardt e de outros três desembargadores, conforme decidido pelo corregedor Nacional de Justiça, ministro Luís Felipe Salomão.

“Apesar da tentativa de dar ares de gravidade e seriedade à decisão, a simples leitura do documento mostra se tratar de uma decisão frágil, desprovida de fundamentos e carregada de um tom que passa a mensagem de perseguição política a juízes e desembargadores que atuaram na operação Lava Jato, condenaram corruptos e contrariam interesses poderosos”, diz um trecho da nota de Dallagnol publicada nas redes sociais, nesta segunda-feira, 15.

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Os afastamentos foram determinados pelo magistrado nesta manhã, que alega irregularidades nas atuações em processos relacionados à Operação Lava Jato. Com a decisão, Salomão retirou Hardt, ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), das funções do Judiciário.

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Dallagnol, que comanda a embaixada nacional do partido Novo, ainda considerou os argumentos de Salomão para o afastamento da magistrada como “débeis, frágeis e ridículos”. Segundo o parlamentar cassado, a medida adotada pelo corregedor nacional da Justiça tem motivações políticas.

“É inacreditável que o corregedor nacional de justiça tome uma decisão tão grave como o afastamento cautelar de uma magistrada, com base em argumentos tão débeis, frágeis e ridículos, trazendo à tona a hipótese de que as punições desproporcionais, sem fundamentação e sem provas reais de irregularidades graves contra juízes e desembargadores que atuaram na operação Lava Jato ocorram unicamente por motivação política, a fim de agradar um presidente da República que foi condenado e preso pela Lava Jato e que já manifestou publicamente o desejo de se vingar dos agentes da operação”, diz o informe.

Outro ponto analisado pelo embaixador do partido Novo diz respeito à investigação do caso no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para Dallagnol, as apurações sobre os atores da operação Lava Jato são “absolutamente ilegal e contrária à lei, fora do escopo da competência do CNJ, que não tem competência para avaliar o mérito das decisões dos juízes, o que cabe apenas aos tribunais.”

Confira nota pública:

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afastamento CNJ Corregedor Nacional de Justiça Deltan Dallagnol juíza lava jato motivações políticas Perseguição política

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