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Dino atribui aumento da criminalidade ao "armamentismo irresponsável"

"Armas foram desviadas para fortalecer quadrilhas porque barateou o acesso no Brasil", disse o ministro

Publicado quinta-feira, 05 de outubro de 2023 às 18:21 h | Atualizado em 05/10/2023, 18:34 | Autor: Fernando Valverde e Gabriela Araújo
Ministro da Justiça em coletiva de imprensa com o governador Jeronimo, na Superintendência Regional da Polícia Federal
Ministro da Justiça em coletiva de imprensa com o governador Jeronimo, na Superintendência Regional da Polícia Federal -

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, associou o avanço das organizações criminosas no Brasil à política armamentista instaurada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira, 5, Dino atribuiu o aumento nos casos de feminicídio e de violência no trânsito ao incremento do poder bélico na sociedade civil. 

"Quero aqui esclarecer um ponto muito importante que foi distorcido, nós não nos escondemos dos problemas, dos nossos. Mas, nós temos também o dever de apontar as causas de violência no Brasil e uma dessas causas, eu disse e reafirmo sublimo e direi sempre: foi o armamentismo irresponsável praticado no Brasil nos últimos anos", salientou Dino, que cumpre agenda na Superintendência da Polícia Federal da Bahia, em Salvador.

"[...] Essas armas foram para o feminicídio, para a violência no trânsito, no bar e nas famílias, essas armas foram também desviadas para fortalecer quadrilhas porque barateou o acesso as armas no Brasil", acrescentou. 

Durante discurso, o ministro ainda destacou o trabalho da Polícia Federal no desmonte de "quadrilheiros", que busca simplificar a aquisição aos armamentos. Na oportunidade, ele citou uma operação realizada pelo força de segurança no Estado de Goiás, realizada na última terça-feira, 3. 

"Vai a pessoa e compra a arma, mas, vai no quadrilheiro também que falsifica a documentação, cuja as quadrilhas nós estamos pela Polícia Federal, desmontando todos os dias. Anteontem, em Goiás, [tinha] fraudadores de documentos que estavam atuando livremente no Brasil. Para onde estavam indo esses fuzis? Estão aparecendo agora", disse o ministro.

Dino também enfatizou o empenho do governo federal na repressão à entrada do poder bélico no Brasil, e defendeu a transparência nas ações da gestão para que "o país nunca mais entre nesse beco de trevas", fazendo alusão ao mandato de Bolsonaro (PL). 

"E essa, não significa que nós nos exoneramos das nossas responsabilidades, nós estamos agindo, o máximo que nós pudermos. Mas, ações incluem falar a verdade para que o país nunca mais entre nesse beco de trevas", concluiu. 

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