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Em meio a ameaças terroristas, refinarias da Petrobras são monitoradas

FUP disse que entrou em contato com o senador Jean Paul Prates, indicado para presidência da estatal

Da Redação
Por Da Redação
Um dos primeiros alvos anunciados pelos vândalos seria a Refinaria de Duque de Caxias
Um dos primeiros alvos anunciados pelos vândalos seria a Refinaria de Duque de Caxias - Foto: Divulgação | Agência Petrobras

Após os atos antidemocráticos em Brasília e diante das ameaças de grupos que falam em interromper o trabalho nas instalações, as refinarias da Petrobras passaram a ser monitoradas permanentemente. Segundo a companhia, os locais operam normalmente, mas estão sendo acompanhados pela direção e pelas autoridades policiais dos estados.

Em nota, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) disse que entrou em contato com o serviço de inteligência e segurança corporativa da Petrobras; com o senador Jean Paul Prates, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência da estatal; e com órgãos federais da área de segurança pública, alertando para possíveis atos terroristas.

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“Estes possíveis atos podem colocar em risco os ativos da Petrobras, a integridade física dos trabalhadores destas unidades assim como o entorno destes ativos e comprometer o fornecimento de combustíveis para a população”, alerta a FUP.

“Neste sentido entendemos ser fundamental que a empresa se prepare e acione todos os meios necessários para garantir a segurança dos trabalhadores e das unidades produtivas da empresa e o abastecimento dos mercados”, cobra a entidade.

Os ataques, anunciados pelos terroristas bolsonaristas em suas redes sociais, teriam por objetivo impedir o fornecimento de combustíveis à população. Um dos primeiros alvos anunciados pelos vândalos seria a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro (RJ). Também há preocupação com a Replan (Paulínia, SP), Revap (São José dos Campos, SP) e Refap (Canoas, RS).

“Gravíssimos os atos terroristas hoje (8) em Brasília dos fascistas bolsonaristas, que atacaram a democracia brasileira. Enquanto isso, o então secretário de segurança do Distrito Federal, Anderson Torres, agora exonerado, estava nos Estados Unidos reunido com Jair Bolsonaro. Torres, o conivente, tem que ser preso, assim como todos os responsáveis pelos crimes”, ressaltou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.

À imprensa, Jean Paul Prates diz que acompanha o tema e conversou com o ministro da Defesa e Segurança Pública, Flavio Dino, e com os governadores de alguns estados.

Ele também acionou o atual presidente interino da estatal, João Henrique Rittershaussen, que informou que as equipes de segurança da empresa foram acionadas e as autoridades de segurança pública já foram alertadas sobre o tema.

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