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'Entrei para evitar maluquices de Bolsonaro', diz Moro

Ex-juiz havia sido questionado sobre ideologias controversas de Bolsonaro

Publicado terça-feira, 11 de janeiro de 2022 às 13:06 h | Atualizado em 11/01/2022, 13:06 | Autor: Redação
O ex-juiz é pré-candidato do Podemos à presidência
O ex-juiz é pré-candidato do Podemos à presidência -
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O ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou que sua entrada no governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) foi com o intuito de evitar "maluquices" por parte do chefe do Executivo nacional.

À época, o ex-juiz, que era considerado modelo por conta da Operação Lava-Jato, foi questionado sobre seu alinhamento com alguém que havia dado declarações controversas sobre temas como racismo, estupro e outras questões sociais.

"Eu entrei no governo para evitar essas maluquices. Quando entrei, ouvi pessoas dizendo: 'que bom que você entrou. vai dar equilíbrio'. Nunca imaginei que isso seria política pública. Não entrei no governo pelo poder. Se tivesse entrado pelo poder, estaria lá até hoje. Fui por um projeto de combate à corrupção. E isso Bolsonaro não seguiu", afirmou em entrevista para a rádio Metrópole.

De acordo com ele, que foi ministro por um ano e quatro meses, a sua saída foi impulsionada pela ausência de planos do governo federal para o combate à corrupção, com a tentativa de influencia na troca de comando da Polícia Federal sendo a gota d'água.

"Não fui pelo cargo. Fui pelo projeto. As pessoas sofrem muito. Emprego, salários caindo, as tragédias. Em 2018, o Brasil estava dando uma virada. A corrupção sempre foi um problema no Brasil. Não o maior problema, mas ela vai se disseminando. Vai gerando uma ineficiência do estado. (..) Quando percebi que o projeto de combate à corrupção não estava sendo protegido pelo presidente, eu saí. Meu compromisso maior era com a população brasileira. Quando chegou o momento que vi isto estava sendo sabotado, eu saí", pontuou.

Presidenciável pelo Podemos, Moro é atualmente o terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Lula (PT) e de Jair Bolsonaro (PL).

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