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DECISÃO STF

Gilmar Mendes determina que PGR ouça Zambelli imediatamente

A deputada está nos Estados Unidos e pode ser ouvida por videoconferência

Da Redação
Por Da Redação
Carla Zambelli foi para os Estados Unidos depois do resultado das eleições
Carla Zambelli foi para os Estados Unidos depois do resultado das eleições - Foto: Michel Jesus | Câmara dos Deputados

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) ouça imediatamente a deputada bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP), por conta da polêmica ocorrida na véspera da eleição, sábado, 5, quando sacou uma arma e perseguiu um homem pelas ruas de São Paulo.

“Ainda que tal depoimento já tenha sido prestado em primeiro grau, a reinquirição da parlamentar pelo promotor natural do caso constitui medida útil ao regular desenvolvimento das investigações, razão pela qual deverá ser imediatamente realizada pela PGR, tendo em vista inclusive a relevância do caso e a necessidade de se imprimir um ritmo adequado a este procedimento investigativo, em observância à dimensão objetiva do princípio da razoável duração do processo”, escreveu na decisão.

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Gilmar Mendes atende em parte uma solicitação da PGR, que defendeu uma apuração maior sobre o ocorrido, obrigando que o depoimento ocorra de forma imediata, podendo ser feito por videoconferência, já que a deputada encontra-se fora do país.

“Com o escopo de averiguar preliminarmente as circunstâncias fáticas que envolvem autoridade com prerrogativa de foro perante o egrégio Supremo Tribunal Federal, urge sejam adotadas diligências investigativas para o completo esclarecimento dos fatos”, argumenta a vice-procuradora-geral da República Lindôra Araújo na petição.

A deputada viajou para os Estados Unidos, onde tentou criar um novo perfil no Twitter, mas a conta foi bloqueada nesta quinta-feira, 3. A suspensão aconteceu após a parlamentar estimular atos golpistas e atacar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes. Na terça-feira, 1º, o perfil dela já tinha sido suspenso por decisões judiciais.

A Polícia Civil de São Paulo segue investigando o caso e pode indiciá-la por ameaça, lesão corporal, disparo e porte ilegal de arma de fogo.

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