Hackers que espionaram executivos da JBS são indiciados pela Polícia

As investigações sobre o caso tiveram início após a J&F confirmar uma invasão de e-mails

Publicado terça-feira, 26 de julho de 2022 às 08:05 h | Atualizado em 26/07/2022, 08:05 | Autor: Da Redação
O grupo agiu para "grampear" e-mails e telefones de diretores do conglomerado de Joesley Batista
O grupo agiu para "grampear" e-mails e telefones de diretores do conglomerado de Joesley Batista -

A Polícia Civil de São Paulo indiciou quatro hackhers por invasão de e-mails e celulares de diretores da J&F. Moema Ferrari, Danilo Vaz Bernardi, Leonardo Lopes e Leonardo Sena, apontados como especialistas em tecnologia e programação, podem ser processados por associação criminosa, invasão de aparelho eletrônico e interceptação telefônica.

Segundo informações do site O Bastidor, o grupo agiu para "grampear" e-mails e telefones de diretores do conglomerado de Joesley e Wesley Batista, que tem protagonizado desde 2019 uma disputa judicial com a Paper pelo controle da Eldorado Celulose. No total, 115 executivos da J&F foram grampeados e 70 mil comunicações interceptadas.

As investigações policiais apontam que a Paper pode ter sido a mandante do grampo, pois foi comprovada a ligação com Moema Ferrari, que prestava serviços à empresa quando ocorreu o hackeamento da J&F. A ligação foi comprovada através do depoimento de Bernardi, que confirmou e mostrou provas de que foi contratado e pago por Ferrari para invadir os sistemas da J&F. À polícia, o programador revelou que foi contratado para fazer um teste de segurança e, segundo ele, só após alguns questionamentos sobre a natureza do serviço é que descobriu que o objetivo era invadir o sistema da J&F.

Bernardi admitiu que combinou pagamento de 60 mil reais com Ferrari pelos serviços prestados e apresentou à polícia nota fiscal, comprovando o recebimento de R$ 45 mil. Há ainda, nas investigações, registros de conversas entre ambos detalhando como a invasão seria realizada.

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