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Lupi critica idade mínima de aposentadoria para as mulheres

Escolhido para comandar a Previdência apontou distorções na reforma na área feita por Bolsonaro

Publicado sexta-feira, 30 de dezembro de 2022 às 15:44 h | Atualizado em 30/12/2022, 16:21 | Autor: Da Redação
Carlos Lupi, futuro ministro da Previdência
Carlos Lupi, futuro ministro da Previdência -

Um dia depois de ser indicado para ser o próximo ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT) criticou pontos da reforma da previdência formulada durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) e aprovada em 2019. Esses pontos serão motivos de conversa com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de acordo com Lupi em entrevista à Folha.

"Continuo achando um absurdo a questão das mulheres. O trabalho da mulher é dupla jornada, e a Previdência não considera. Só vale o que ela contribui. Se tem dupla jornada, não pode ter uma tabela de data limitada”, destaca o futuro ministro.

Nesse ponto específico das mulheres, como solução, Lupi sugere que seja feita uma flexibilização na idade de aposentadoria das mulheres conforme a região do país. "Tem que ter 60 anos de idade [para se aposentar], por que 60 anos de idade? Eu acho que tem que pensar em regionalizar. A realidade do Nordeste é uma, a realidade do Sudeste é outra".

Ainda segundo Lupi, que também é presidente nacional do PDT, uma das prioridades colocadas a ele ao assumir o ministério é zerar a fila do INSS, já que, de acordo com ele, “a Previdência está sucateada” e, nesses últimos quatro anos para o trabalhador foram só perdas de direitos através de obstáculos criados pela reforma do primeiro ano da gestão de Bolsonaro.

“A primeira missão que o Lula me deu é acabar com a fila da Previdência. Tenho algumas ideias. E aí, vocês têm que colocar a devida precaução de eu não ter ainda conhecimento —eu não fui ainda nem no ministério, aliás, não tem ainda onde ir porque o ministério foi juntado, dividido... Minha impressão inicial, sem examinar, [é que] um grande pacto federativo resolve isso rapidamente, 80% dos casos. Por que não se pode ter convênios com os estados e municípios para a cessão de espaços físicos para fazer agências, de pessoal burocrático, para ajudar na efetivação de aposentadorias?”, questiona o pedetista.

Lupi disse ainda à Folha que ainda não foi escolhido quem deverá ocupar a presidência do INSS.

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