Ministro da Defesa assina documento pró-democracia em conferência

Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira participa, junto com ministros da Defesa de 21 outros países, de encontro internacional

Publicado quinta-feira, 28 de julho de 2022 às 18:08 h | Atualizado em 28/07/2022, 18:08 | Autor: Da Redação
Argentina e Brasil evitaram condenar a Rússia pela guerra na Ucrânia
Argentina e Brasil evitaram condenar a Rússia pela guerra na Ucrânia -

Ministros da Defesa de 21 países das Américas, incluindo o do Brasil assinaram nesta quinta-feira, 28, uma carta em defesa da paz e da democracia. Eles também condenaram a invasão russa na Ucrânia. O documento marca o encerramento da 15ª Conferência de Ministros da Defesa das Américas (CMDA), realizada em Brasília e que começou na segunda, 25.

O documento está em consonância com os compromissos propostos na Carta Democrática Interamericana, que, por sua vez, afirma que “os povos da América têm direito à democracia e seus governos têm a obrigação de promovê-la e defendê-la”.

A carta fala em valores e princípios democráticos e declara compromisso com a promoção da paz, preocupação com fluxos migratórios, com a preservação do meio ambiente, com a discussão da área de ciberdefesa e ciberespaço, com a contenção da pandemia, com o reconhecimento da função das mulheres na Defesa e na segurança, dentre outros assuntos.

No documento, é ressaltado que os Estados-Membros da CMDA esperam uma solução pacífica para conflitos armados, citando como exemplo a guerra na Ucrânia e a violência no Haiti.

No ponto específico da Guerra da Ucrânia, Argentina e Brasil, “coerentes com os princípios que regem suas relações internacionais”, reconhecem o papel da Organização das Nações Unidas (ONU) na busca pela paz e segurança internacionais e consideram aquela organização o foro com mandato adequado para tratar do conflito entre russos e ucranianos. Dessa forma, Argentina e Brasil evitaram condenar a Rússia pela guerra.

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