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Nomeação de Torres para Segurança do DF foi 'erro político', diz Dino

Ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que “antecedentes” de Torres como ministro eram “ruins”

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Em entrevista, Dino enumerou erros de Torres como ministro da Justiça e falta de ação nos dias que antecederam ataques a Brasília
Em entrevista, Dino enumerou erros de Torres como ministro da Justiça e falta de ação nos dias que antecederam ataques a Brasília - Foto: Valter Campanato | Agência Brasil

O ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), disse que o governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) cometeu um “erro político” ao nomear Anderson Torres como secretário de Segurança Pública do DF. Segundo Dino, a atuação como ministro de Justiça do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apontava que Torres tinha “antecedentes ruins”.

"Os antecedentes [de Torres] eram muito ruins. Então, o que eu posso afirmar é que, no mínimo, houve um erro político do governador Ibaneis. Isso é crime? Eu não sei, não posso antecipar a investigação", disse Dino em entrevista à GloboNews neste sábado, 14.

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Como forma de comprovar o seu argumento, o atual ministro da Justiça citou pontos onde Torres errou nos últimos meses da gestão Bolsonaro, como a falta de ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) quanto ao bloqueio das estradas por grupos bolsonaristas radicais que questionavam, sem provas, o resultado da eleição presidencial; a abertura de investigações sobre institutos de pesquisa pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade); a demora em agir da Polícia Federal quando um artefato explosivo anexado a um caminhão de combustível destinado ao Aeroporto de Brasília foi descoberto no dia 24 de dezembro.

"Nos dias que antecederam aos eventos do dia 8, eu falei não apenas com o governador Ibaneis. Falei com o governador de São Paulo, Tarcisio [de Freitas, ex-ministro de Bolsonaro], com o governador do Rio, Claudio Castro [aliado de Bolsonaro]. E lá, as polícias militares agiram", acrescentou Dino.

Recado a aliados

Também repercutindo a prisão do ex-ministro de Jair Bolsonaro neste sábado, 14, o líder do governo Lula no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) usou as redes sociais para apontar que a detenção de Torres pode ser um “recado” para aliados do ex-presidente.

"A prisão de Anderson Torres foi mais um recado àqueles que passaram os últimos 4 anos desrespeitando a Lei e conspirando contra o País. Agora não cabe desculpas, cabe responsabilização. O Brasil está dizendo ao mundo que não dará espaço para o golpismo", disse Randolfe.

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Anderson Torres Atos golpistas Flávio Dino ministério da justiça randolfe rodrigues

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