Busca interna do iBahia
HOME > política > BRASIL

QUINQUÊNIO

Pacheco defende PEC que resgata bônus a juízes e procuradores

Presidente do Senado negou a existência de privilégios para essas carreiras

Da Redação
Por Da Redação
Profissionais enfrentam "trabalhos infindáveis", disse Pacheco
Profissionais enfrentam "trabalhos infindáveis", disse Pacheco - Foto: Marcelo Camargo I Agência Brasil

Em discurso no Congresso Nacional do Ministério Público, em Fortaleza (CE), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que concede um bônus na remuneração de juízes e procuradores.

O senador negou a existência de privilégios para as categorias, apesar de benefícios como auxílio-moradia e férias de 60 dias. "Não há nenhum privilégio em relação à carreira de juiz ou promotor, tampouco o juiz e o promotor podem se julgar maiores ou melhores. Não é disso que se trata, mas são funções específicas", declarou.

Tudo sobre Brasil em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a despesa média mensal por juiz para os cofres públicos é de R$ 48,2 mil atualmente, incluindo salário, indenizações, encargos e impostos de renda e despesas como passagens aéreas e diárias.

Segundo Pacheco, tais profissionais enfrentam "trabalhos infindáveis" em algumas comarcas e júris que duram dias. "A partir do momento que nós confundirmos prerrogativas funcionais do Ministério Público e da magistratura com privilégios, este é o caminho do caos, porque isso não é privilégio, são prerrogativas funcionais", afirmou.

A PEC resgata o chamado quinquênio (adicional de 5% do salário a cada cinco anos) para o Judiciário, extinto em 2005.

Pacheco ainda anunciou que o Senado votará um projeto de lei para limitar a concessão de supersalários no Judiciário. O texto já passou pelas duas casas do Congresso, mas, como houve mudanças, depende de uma nova votação no Senado. A proposta limita por percentuais a concessão de benefícios como auxílio-moradia, diárias e indenizações.

Para Pacheco, o poder público deve pagar salário maior a quem está há mais tempo na carreira e, ao mesmo tempo, acabar com os supersalários. "Temos que entender que também não é lógico e é uma distorção um profissional do Ministério Público no início de carreira receber a mesma remuneração em final de carreira", defendeu.

Caso não ocorra valorização das carreiras, prosseguiu, "aqueles colegas que sentarem no banco da faculdade de Direito certamente a maioria ou a unanimidade não quererão ser promotores ou juízes e aí, certamente, estabeleceremos a falência dessas instituições".

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas